domingo, 17 de setembro de 2017

Bate papo e um fim de tarde

Depois de passar a manhã inteira pesquisando dados para o meu TCC, resolvi relaxar e ver vídeos de audições que eu gosto muito de ver. Descobri uma música em uma dessas apresentações, acho que algumas pessoas já devem conhecê-la, mas eu não a conhecia e gostei muito.

Jackson Five - Who's loving you


Depois de escutá-la, resolvi escrever este post sentada na varanda, observando o pôr do sol. Algo que vinha pensando nesses últimos dias. Então vamos bater um papo sobre amor?
O que é o amor para você?
Essa não é uma pergunta fácil de responder, não é? Bem, para mim nunca foi. Mas posso começar por uma frase dessa música:

"I, I, I, I should have never ever, ever made you cry"
"Eu, eu, eu, eu não deveria jamais ter feito você chorar"

O amor não é uma faca afiada que por um descuido, te corta e te faz chorar. O amor são questões que você deve responder todos os dias, para dar continuidade a este sentimento. Se o amor não for contínuo, então não vale a pena procurar por um significado.
Preencher um coração vazio é uma tarefa bem difícil. Nunca se sabe quando o que você oferece transbordará ou quando não é o suficiente. Por isso temos que ir respondendo as questões para aprendermos a interpretá-lo. 

"When I had you I treated you bad and wrong my dear"
"Quando eu tive você, eu te tratei mal e errado, minha querida"

Todas as formas de carinho são bem aceitas, quando são dadas de espontânea vontade. Pedir amor de outra pessoa é o mesmo que pedir esmola. As pessoas só te dão, por que sentem pena. Isso nunca será amor e nunca será uma questão respondida para dar significado a este sentimento.
Não estar presente, ser frio (a) ou não dar carinho é uma forma de tratar mal. Ninguém pode aguentar ou ficar preso em uma situação assim, por uma motivo, seja ele qual for. 
Amar não é simplesmente estar ou ficar junto, é mais simbólico que isso. Amar, ao meu ver, é enxergar como o outro. Se você se colocar no lugar da pessoa amada, entenderá como ela vê o mundo e consequentemente, a entenderá.
O sentimentos são como uma montanha russa, começa com a expectativa, sobe, sobe e chega ao topo, o clímax. Em seguida vem a descida, os baixos, a gente grita de medo ou grita por arrependimento. Depois tudo se acerta e depois cai novamente, até o fim, onde vemos se a relação realmente é forte o suficiente para superar todo o percurso.

"Life without love is oh so lonely"
"A vida sem amor é tão solitária"

Sim... Sempre será. Mas sempre hão de ter novas formas de amar.




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Por que eu não gosto do Rio de Janeiro

Me desculpem, cariocas, sei que nem todo mundo é assim, por isso já deixo claro que começo esse textos sem generalizações.
Se você ler e não se identificar, ótimo. Você não está no grupo do "Por que eu não gosto do Rio de Janeiro" agora se você se vê no texto, já não posso fazer nada.
A começar pelo começo, óbvio, eu morei por 6 longos anos na cidade de São Gonçalo e já fui muitas vezes passear lá pela capital. E o que eu queria saber, é por que diabos o pessoal de lá tem tanta mania de dizer que aqui só tem mato ou só tem paraibano (O que vale lembrar que Paraibano é que nasce na Paraíba e que esse estado fica no nordeste do país, ou seja, se eu moro no Pará, eu sou paraense e nortista, "capiche"?) continuando, não tem explicação lógica para isso, por que a mídia contribuí para formar uma imagem distorcida da parte de cima do Brasil, mas a mídia não te ensina que o Amazonense é nortista. Isso quem ensina é a geografia. Então, meu querido (a) você não teve aula? Ou só é mais um ignorante esdrúxulo da civilização humana?
O que mais me irrita é o pessoal me perguntando se aqui onde eu moro existe shopping ou ônibus, de certo que os coletivos não são os melhores meios de transporte por aqui, mas sim, existe.
Eu sei que vive os piores momentos da minha vida, quando eu morava lá, mas não isso que me fez não curtir muito a cidade.
Outra coisa também é o fato de algumas pessoas serem muito egocêntricas ou patriotas, sei lá o nome que se dá para esse fenômeno, só sei que ficar exaltando uma cidade é coisa de gente que não tem o que fazer. Você dizer que o Rio é bonito, é perfeitamente normal, de fato, o Rio de Janeiro é um estado muito bonito. Agora ficar postando foto a todo momento do pôr do sol, todos os dias e dizer "O Rio continua lindo" por favor, dá para parar? Que coisa mais sem noção. Daí vai você dizer que não acha aquilo extraordinário que a pessoa só falta te dar uma facada. Depois vem dizer na maior cara de pau que você tem que respeitar o gosto alheio. Agora eu pergunto, e o seu gosto? A pessoa respeitou? Gente, é só um comentário e não um depoimento diante de um juiz para ter uma sentença assim. Francamente...
E por último, mas não menos importante. O sotaque carioca não é o mais bonito do Brasil. Todos são bonitos.


Se você é carioca e discordou do meu texto, que eu sei que vai discordar. Então quando alguém te disser que aqui no norte só tem mato ou que todo mundo aqui é nordestino. Lembre-se de mim.
Não é nada pessoal, é só uma questão de honra paraense, até por que, minha melhor amiga é carioca e ela não se encaixa nesse grupo.
Beijos galaxicos!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Dentro de mim - T01 E04 - O regresso

Caio estava parado na varanda do apartamento. Sentia o vento leve tocar o rosto. Rosto sem expressão nenhuma. Havia alguns meses que tinha tido alta hospitalar e também que visitou o túmulo de Ana. Não o fazia com frequência, a dor ainda era inconfortável. Viver em um mundo sem ela era difícil de imaginar. Aquele amor ele nunca mais iria ter, a inocência de um amor de infância. Desde aquela época o destino estava traçado e ele nada podia fazer.
A lágrima escorria descontrolavelmente, porém o rosto continuava sem expressão. De repente ele escutou o som da campainha. Era Rita.

__Como tu está? - Ela entrou dando-lhe um abraço apertado. Caio deixou que a emoção tomasse conta de seu ser. A única coisa que se podia escutar era os soluços do rapaz. Ficaram assim durante uns minutos, até que ele se recompôs.
__A cada dia que passa, afundo mais. É assim que me sinto - Caio sussurrava com voz trêmula.
__Tu tem ido na terapia, amigo?
__As vezes...
__Caio, tu tens que ir.
__Eu só queria ter ido no lugar dela. Eu me sinto tão culpado - Caio colocou as mãos no rosto tentando evitar as lágrimas e Rita já conhecia aquela conversa. Ele sempre falava isso, ainda não tinha aceitado a tragédia.
__A Ana não era forte o suficiente para isso, Caio. Eu tenho certeza que de onde ela estiver, ela está olhando para ti.
__Eu tranquei o curso, até estar bem de novo. Não sei se foi a decisão correta, mas por enquanto eu não sinto vontade de nada.
__Eu entendo. Sabes que pode sempre contar com teus amigos, né? - Rita sentou ao lado dele e colocou sua mão sobre o ombro do rapaz. Aquela tarde passou bem rápida, os dois conversaram bastante e Caio até se atreveu a rir um pouco. Depois de algumas horas, Miguel também havia chego para uma visita. Os únicos que sempre estavam por perto, vigiando e cobrando Caio para tudo.

Caio havia passado por muitas coisas nos últimos meses, ele havia trancado o curso na faculdade, frequentava a terapia semanal, se apegou mais aos pais, que antes ele nem sequer falava direito. E também voltou a ir a igreja. Apesar do vazio que sentia, ele tentava continuar, sempre repetindo para si mesmo que ele não podia desistir e que tudo que ele faria, seria por Ana. Ela ficaria feliz em saber que ele conseguiu estar bem, depois de tudo.
Conforme ele ia se recuperando, presenciou Rita começar a namorar "Seboso" o apelido de Cristiano, um calouro do curso dela e de Ana. Ele também foi um conselheiro para Miguel, que pela quarta vez terminava um namoro. Depois de quase 1 ano, os amigos se afastaram um pouco, pois Rita desfrutava da experiência do primeiro namoro e Miguel começou a fazer estágio. 1 ano foi o suficiente para Caio decidir retornar a faculdade e rever os amigos. Tudo parecia diferente, a faculdade tinha novas pessoas e sua turma não era mais a mesma. Miguel estava bem adiantado, mas Caio nunca teve medo de encarar novas pessoas.
Estava parcialmente nublado quando Caio chegou a faculdade. Com roupas pretas e barbudo, ele chamou atenção de algumas meninas que estavam paradas em frente a biblioteca. Um jeito mais maduro e com uma consciência mais tranquila. 1 ano após a morte de Ana, fez Caio ficar endurecido por dentro, mas o bom humor ainda restava em sua personalidade. Olhou com atenção ao redor e não viu ninguém conhecido, começou a andar pelos corredores lentamente, observava todos os detalhes, como se tudo parecesse novo. Sim, tudo era novo para ele, afinal, as lembranças com Ana, naquele lugar, ele tratou de esquecer. De repente algo esbarra violentamente nele.

__Cara, foi mal - Um jovem deixou cair todos os cadernos no chão.
__Não, não se preocupe, eu te ajudo - Caio abaixou para pegar os livros.
__Tu não é... Caio? - O jovem olhou para Caio como se estivesse o reconhecendo e ele fez uma careta, pois não estava sabendo identificar a pessoa.
__Sou eu, o Leonardo!
__LEONARDO? - Caio deu uma breve olhada para o colega de classe de Ana e quase não o reconheceu. Ele estava muito diferente.
__Cara, tu voltastes! - Ele deu um abraço apertado - Espera só os carinhas saberem que tu voltastes!
__Era para ser uma surpresa - Caio deu uma risada sem graça.
__Tranquilo, não vou contar, aliás eu to com um pouco de pressa, levar essa papelada lá pra secretária.
__Trabalhas aqui?
__Monitoria, então, to indo nessa. Bom te reencontrar! - Leonardo saiu disparado, enquanto acenava para Caio. Quando o mesmo olhou para o chão e viu um pedaço de papel "Com certeza deve ser dele" ele pensou enquanto abaixava para pegar.
__Ah ele já foi, depois eu entrego - Caio sussurrou enquanto colocava o papel na mochila. Seguiu para a escada, afim de encontrar sua sala. Não localizou nem Miguel e nem Rita. Onde será que eles estavam?
Ele subiu as escadas devagar, ao chegar no primeiro andar, sentiu o estômago embrulhar e o coração bater acelerado, como se tivesse levado um susto. Saiu do banheiro uma moça com cabelos longos e negros, a pele branca e os olhos claros que o fazia lembrar de alguém.

__Ana? - Foi a única coisa que Caio conseguiu fazer ao se deparar com aquela mulher que era idêntica a sua falecida namorada.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dentro de mim - T01 E03 - A notícia

A sirene da ambulância soava distante e por alguns segundos, ficava nítida aos ouvidos, como se o carro estivesse vindo e indo em uma estrada retilínea. O famoso efeito doppler. Caio tinha os olhos semi abertos, ao seu redor tudo estava nublado, como se alguém tivesse fumado e prendido a fumaça dentro da cabine. Os enfermeiros ao seu redor verificavam o seu pulso. Ele não sentia absolutamente nada, estava totalmente inerte na maca. A máscara de oxigênio ajudava a respirar melhor. Ouvia alguém sussurrar palavras que ele não compreendia muito bem, mas reconhecia a voz, parecia Miguel.
O silêncio e a escuridão foram substituídas pelo ranger do ar condicionado e a claridade da janela que tinha as cortinas bem abertas, embora a janela estivesse fechada. Caio abria os olhos lentamente e ao seu lado, aos prantos, estava sua mãe.


__Meu filho, tu acordastes! - A mãe apertava a mão do filho com alegria e em seus olhos inchados haviam muitos lágrimas que ainda estavam por vir.
__Mãe... - Sussurrou baixinho, seu corpo ainda doía - Ana... Cadê a Ana... - Caio tentava se sentar em vão.
__Não tente se sentar, meu querido, tu ainda estais machucado. A Ana está estável - Ela engoliu seco.
__O que aconteceu?
__São muitas perguntas, Caio, descanse mais um pouco, tudo bem?

Clementina se afastou do filho e foi para fora do quarto, onde estavam Miguel e José, pai de Caio. Ela fez um gesto para Miguel.

__Não conte para ele o que aconteceu - Ela sussurrou no ouvido do rapaz.
__Tia, uma hora ele vai ter que saber.
__Mas não agora, vamos esperar ele se recuperar - Miguel assentiu e entrou no quarto, reunindo todas as suas forças para encarar o amigo, que com certeza estava cheio de perguntas para fazer.

Ele entrou no quarto devagar e viu o amigo observar a janela, quando os olhos dele se encontraram com os do amigo.

__Fala, Caião! Tu és osso duro - Miguel apertada a mão do amigo, enquanto se sentava na cadeira ao lado.
__Fico feliz em te ver. O que aconteceu comigo? - Caio mantinha os olhos bem abertos e o ranger do ar condicionado tomou conta mais uma vez do quarto. Miguel procurava as palavras, quando sentou na cadeira e começou a falar.
__Tu e a Ana foram atropelados. Na verdade a Ana te empurrou e ela que foi atingida. Mas nesse "empurrão" tu acabastes batendo a cabeça no carrinho do outro lado da rua e havia uma barra pontiaguda que furou tua costela. Por isso tu estais enfaixado.
__E a Ana?
__Ela está em outro quarto - Miguel desviou o olhar, mas Caio não percebeu a mentira do amigo e sorriu aliviado. Aquilo estava o corroendo por dentro, mas sabia que iria ser um choque para ele,saber o que houve de fato com a namorada. Miguel havia saído do quarto e então Clementina e José entraram para ficarem mais um pouco com o filho, a hora da visita estava terminando.
Alguns dias se passaram e Caio já podia se sentar normalmente, a ferida estava cicatrizando rápido. Ele mal podia esperar para sair e por andar e encontrar com Ana. Durante todo o tempo, as pessoas mentiam para ele, diziam que ela ainda não podia receber visitas pois ela ainda estava inconsciente ou diziam que ela em breve poderia sair da UTI. Mas Caio finalmente recebeu a visita de alguém que não estava envolvida na farsa. Rita entrou no quarto e deu um sorriso largo para o amigo.

__Caio! - Ela deu um abraço nele e sentiu uma vontade imensa de chorar, mas se segurou para não assustar o amigo.
__Nossa, achei que tu tinha se esquecido de mim - Ele riu enquanto se sentava na beirada da cama.
__Vejo que estais melhor, em breve poderá sair daqui!
__Já se passou 1 mês, acho que semana que vem eu estou de alta.
__E como tu estais? - Ela sentou na cama ao lado do amigo.
__To me sentindo bem, é ruim ficar no hospital, mas to bem.
__É assim mesmo, amigo, a vida tem que seguir - Rita gaguejou e baixou a cabeça. Seus olhos começaram a avermelhar.
__O que aconteceu, Rita? - Caio passou a mãos nos ombros da moça, sério.
__Mesmo tendo passado esses dias, ainda é difícil sabe? Queria estar bem como você - De repente, Caio olhou para o chão, como se tivesse ligando os pontos de um quebra cabeça, ele não era idiota ao ponto de não perceber o que estava acontecendo.
__Você tem visitado a Ana? - Rita o olhou assustada e levantou da cama rapidamente. Percebeu a grande besteira que tinha feito. Mas não havia nada que pudesse ser feito, uma hora ele iria descobrir a verdade.
__Caio... Ninguém... Ninguém te contou? 
__Acho que fui enganado - Caio sentiu os olhos ficarem vermelhos. Não queria ouvir aquelas palavras saírem da boca da amiga. Apenas queria voltar no tempo, queria poder impedir aquilo tudo. Dormir e nunca mais acordar.
__Isso é um sonho, né? Rita, por favor, não me diz isso, cara. Por favor! - Caio levantou da cama, queria saber isso da boca dos pais.
__Caio, pera aí - Rita saiu atrás dele, desesperada. José estava sentado na frente do quarto, enquanto a mãe estava na lanchonete. Quando viu o filho sair disparo pela porta. Todos levantaram assustados.
__O que vocês estavam querendo me escondendo a verdade? - Ele arrancou a agulha do soro, o braço escorrendo sangue e a ferida que não estava totalmente sarada, começaram uma dor latejante.
__Caio, por favor, tu estais muito alterado, volta para a cama que a gente conversa - José tentava acalmar o filho e buscava o celular no bolso para ligar para a esposa.
__Me acalmar? Vocês tem ideia do que fizeram me escondendo que a Ana morreu todo esse tempo? Eu não quero me acalmar, eu não vou me acalmar. Isso só pode ser um pesadelo - Os enfermeiros ao redor correram para frente do quarto para tentar contê-lo, mas Caio desabou no chão sem forças, chorando e se encolhendo. Alguns pacientes correram para o corredor para tentar entender a confusão e presenciaram tamanho sofrimento. 
Alguns enfermeiros com total empatia e delicadeza, levantaram o rapaz para levá-lo para a cama. "Tudo ficará bem" eles sussurravam. Clementina vinha correndo pelos corredores ociosa, sabia que aquilo iria acontecer e pensava várias vezes se realmente não teria sido melhor ter contado desde o início.
Caio estava sentado na cama de braços cruzados, apático. Enquanto Rita estava encostada na janela, José sentado na poltrona próximo a cama e Clementina sentada na beirada da cama. O silêncio prevalecia, até o ranger do ar condicionado foi engolido por tamanha tristeza.

__Me desculpa, filho, eu queria que tu se recuperasse - Caio não emitia nenhum som. Seu rosto estava sem expressão alguma. A única coisa que se mexia, eram as lágrimas que caíam silenciosamente - Sei que foi um choque para ti, mas entenda sua mãe.
__Apenas me deixem sozinho - Ele sussurrou enquanto deitava na cama.
__Infelizmente não havia nada que pudesse ser feito... - A mãe levantou, lançou um olhar preocupado para o marido e fez sinal para todos saírem. Caio, deixou que as lágrimas caíssem e ensopassem o travesseiro. Ele tinha que se livrar daquela dor insuportável. Os planos e todas as coisas que ele tinha conversado com Ana, agora não passavam de lembranças bonitas. Foi o pior dia de sua vida. Aquela notícia iria assolar sua existência até o dia de sua morte.
Alguns meses haviam se passado, Caio havia recebido alta hospitalar e também havia trancado a faculdade. Ele ainda estava depressivo devido a perda da noiva, mas tinha reunido coragem o suficiente para ir ao cemitério visitá-la. Ele não compareceu ao velório e o enterro de Ana, foi até melhor, ele pensava. Não iria aguentar tamanha tristeza.
O cemitério nunca foi um lugar agradável, muito menos quando alguém estava com o coração partido. Caio caminhava pelo estreito caminho de brita do lugar, ao seu redor tudo parecia mórbido e silencioso. O barulho das árvores o fazia sentir medo, só que continuava até encontrar o túmulo. Andou durante 10 minutos e encontrou uma grande lápide cheia de flores. Sim, ele estava no lugar certo. O peso do ar o fez respirar fundo várias vezes e as lágrimas brotaram incontrolavelmente. Deixou a voz rouca sair, as lamentações não poderiam ser guardadas para si mesmo. Ele estava sozinho, não tinha do que se envergonhar.


__Ana... Por que? - Ele sussurrava enquanto observava a foto da moça. Ficou um tempo debruçado sobre o túmulo. Quando se sentiu mais calmo, levantou com os olhos bem inchados e colocou junto das flores, um carta com o poema favorito dela. Se virou cabisbaixo e seguiu em frente.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Dentro de mim - T01 E02 - Como tudo aconteceu

Quatro anos se passaram desde a formatura do ensino médio. Ana e Caio estavam juntos e felizes. As coisas haviam mudado bastante. Os dois amadureceram e cresceram juntos. Entraram na mesma universidade, porém em cursos diferentes. Alguns amigos como Rita, Miguel e Leonardo, também entraram na mesma universidade. Na hora do intervalo, eles se juntavam para conversar e contar as últimas novidades.
Rita cursava biologia, enquanto Ana e Leonardo cursavam Fisioterapia. Já Caio e Miguel eram do curso de engenharia civil. Caio sempre teve receio em relação a Leonardo, pois entre os quatros anos que se passaram, pode concluir que Leonardo sempre foi apaixonado por Ana, mas nunca teve coragem para se declarar e mesmo ela namorando, ele tentava aproximações já que os dois eram da mesma turma. Só que o rapaz ficava sempre de olho e nunca deixou que o ciúmes interferissem na relação.


Era o segundo ano de faculdade e mesmo sendo um pouco distante de casa, Leonardo estava feliz de estar na mesma sala que Ana e poder reencontrar alguns amigos dos tempos do colégio. Foi surpreendido por Alan, um amigo de mesma classe.

__É difícil competir com um amor de infância, Leo.
__Que? - Leonardo olhou assustado para o amigo.
__Cara, tu não tira o olho da Ana. Disfarça pelo menos.
__A Ana tem namorado. Estais viajando... - Leonardo deu de ombros.
__Sei, melhor tu sair e tentar pegar algumas minas.
__Mina é bomba - Leonardo ajeitou os óculos e passou a mão no cabelo desgrenhado. Ele não cuidava muito bem da aparência, apesar de ser um rapaz bonito.
__Tsc... - Alan balançou a cabeça negativamente e levantou dando tapas nas calças largadas, afim de limpar a areia da roupa. Fez um gesto chamando o amigo a levantar-se também. Do outro lado do pátio, Rita o observava atentamente...

__Amiga, acho que tu deveria prestar mais atenção no Leonardo.
__No Leo? Por que? - Ana dava uma golada no refrigerante.
__Ele não para te olhar pra ti, nossa, parece até que vai te comer com os olhos - Rita cruzou os braços e franziu a testa.
__Bobagem, ele só se sente sozinho e quis ter uma amiga.
__Tu é inocente, na boa. Desde os tempos do colégio que ele tentou se aproximar de ti. Até o Caio fica incomodado e olha que os dois são amigos.
__Rita, olha, se ele gostasse de mim mesmo, então por que ele nunca me disse nada? Eu passei o ensino médio inteiro, solteira - Ana não olhou para a moça e jogou a lata de refrigerante no lixo. Em seguida pegou um guardanapo e limpou a boca enquanto observava Caio se aproximar.
__Eu te digo, fica de olho nele - A amiga deu um beijo na mão e em seguida lançou um tchau se afastando. Ana a observava pular nas costas de Peterson, um rapaz da qual ela gostava, mas que não tinha coragem de dizer a verdade, então se passava por uma "amiga" para ficar sempre perto dele.
__Aconteceu alguma coisa? - Caio deu um beijo no rosto da namorada.
__Não, apenas... Apenas estava vendo a Rita - Ela sorriu.
__Depois ela falava da gente - Caio riu e pegou na mão de Ana.
__O que a "lerdinha" fará depois da faculdade?
__Dá pra parar de me chamar assim?
__Isso é castigo, tu passaste o ensino médio inteiro dizendo que eu era lerdo. Vou te infernizar pelo resto da tua vida - Caio sussurrava no ouvido de Ana, enquanto ela se contorcia de cócegas.
__Nossa, já te disseram que tu é muito chato? Não, não vou fazer nada.
__Então vamos jantar? Tenho algo importante para te dar - Caio deu uma piscada, se afastando da namorada.

As aulas passavam devagar e Ana se matava de curiosidade, o que será que ele queria dar a ela de tão importante? Mal podia esperar a hora de sair e contar a novidade para Rita. De repente, o sinal tocou e os pensamentos foram quebrados por uma pergunta um tanto diferente.

__Ana? Podemos sair hoje? Queria te dizer algo - Leonardo estava parado ao lado de sua mesa e ajeitava os óculos como de costume.
__Oii, Leo, nossa, hoje não vai dar, eu tenho um compromisso com o Caio - Ana se levantou, enquanto guardava os cadernos na bolsa.
__Ahh é claro, então quando tiver um tempo, tu me diz, tudo bem? - Leonardo estava sério e saiu rápido da sala.
__Nossa, quanta raiva, o que tu disse para ele? - Rita entrou na sala logo depois e quase foi derrubada pelo rapaz.
__Eu não sei, de repente ele me chamou para sair e eu disse que não - Ana ficou um pouco pensativa, mas desconversou - Rita, tu nem sabe? O Caio me chamou para jantar.
__E qual é a novidade? - Rita começou a rir.
__Não sei, ele disse que tinha algo para me contar, algo importante.
__Acho que já sei o que é!
__Jura? O que?
__Ele vai embora e vai te deixar - Rita balançava a cabeça positivamente e soltou uma gargalhada que todos os outros alunos que restavam na sala, olharam desconfiados.
__Muito engraçado, sabichona. Agora deixa eu ir, antes que ele vá embora primeiro - Ana saiu se despedindo com um beijo na mão, apressada. Aquele cumprimento era único entre elas, algo que surgiu quando eram crianças. Ana havia caído de bicicleta e Rita tinha perguntado se ela estava bem, ela disse que não. Então Rita disse que se Ana beijasse a mão e desse um tchau para ela, a mesma iria passar a sua dor e então as duas iriam compartilhar aquele sentimento e ficariam melhores. Isso perdurou até naquele momento.
Ana chegou ao lugar onde tinha marcado com Caio e os dois foram para um restaurante que ficava com vista para o mar. Os dois se sentaram na mesa que estava reservada e a moça achou aquilo um tanto demais, não estava nem um pouco desconfiada do que iria acabar recebendo. Quando pergou o cardápio, veio o susto.


__90 REAIS UM PRATO COM ESSE TANTO DE ARROZ?
__Xuuuu - Caio fez um sinal de silêncio, constrangido - Fala baixo, as pessoas estão olhando - Ele riu disfarçadamente.
__Não acha que esse restaurante é um tanto caro, Caio?
__Para o que eu vou fazer, tinha que ser aqui mesmo.
__O que? - Ana engoliu seco e viu o rapaz puxar de sua mochila, uma caixinha aveludada de cor vermelha e voltou seus olhos arregalados para os olhos brilhantes do namorado.
__Apesar da gente estar juntos há 4 anos, nossa ligação vem de muito mais tempo, Ana. Se eu fosse um pouco mais esperto, talvez a gente estivesse juntos desde quando éramos crianças. Sei que não é tão caro ou tão cheio de adorno, mas é um anel especial, que eu mesmo mandei fazer - O rapaz abriu a caixinha e lá dentro tinha um anel de ouro com um adorno em forma de folha, que representava a goiabeira, o lugar onde eles sempre se encontravam na adolescência. Ana com os olhos cheios de lágrimas, não conseguia dizer uma única palavra, quando o namorado continuou a falar - Quer casar comigo? 
__ Como tu é lerdo - Ana levantou e deu um abraço no namorado.
__Não viveremos felizes para sempre, por que eu vou te infernizar, lerdinha... - Caio colocou o anel no dedo da moça e deu-lhe um beijo bem demorado. As pessoas ao redor notaram o pedido e começaram a bater palmas, enquanto os dois riam de felicidade.

O casal terminou o jantar, não devia passar das 21 horas. Os dois passeavam de mãos dadas próximo ao trapiche, enquanto observavam o reflexo da lua no mar, nesse momento Caio avistou uma barraquinha de sorvete e perguntou se Ana gostaria de um. Aquele horário no centro da cidade era bastante movimentado. Muitas casais passeavam, já que no dia seguinte ninguém precisava acordar cedo.
__Não precisa vir, eu vou lá rápido - Caio se afastou da moça, enquanto se dirigia para a barraquinha de sorvete. Como Ana sempre foi muito apegada ao rapaz, ela foi atrás dando passos rápidos afim de alcançá-lo. De repente, um carro veio em alta velocidade e o rapaz estava muito distraído para desviar. Algo o empurrou para longe, fazendo com que ele caísse na pista e batendo na barraquinha, enquanto um barulho muito alto fez todos que estavam ao redor se amontoarem para ver o que tinha acontecido. O carro arrancou sem prestar socorro. Muitas pessoas se aglomeravam, uns ligavam para a ambulância e outros gritavam desesperados. Foi algo muito rápido, mas quando o rapaz finalmente virou a cabeça, pôde ver alguém caído no chão. Ana estava banhada de sangue e inconsciente. Caio tentou levantar rápido, sentiu uma dor na costela, algo nele estava sangrando, mas não ligava. Queria saber o que tinha acontecido com a namorada. Tudo começou a girar, a imagem do rosto desfalecido dela, foi a última coisa que ele viu naquela noite.




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Sobre o transtorno do pânico

Também conhecida como a "Síndrome do pânico" é uma doença psicológica que pertence a categoria de transtornos de ansiedade. Assim como a TAG (Transtorno de ansiedade generalizada), o TOC (Transtorno obsessivo compulsivo) e outros.
A palavra chave é ansiedade, mas o modo como ela se apresenta é o que difere o pânico das outras de mesma categoria, que são as crises súbitas de medo sem motivo aparente, que gera um conjunto de sintomas característicos da doença. 


Eu comecei a ter os primeiros sintomas em 2010 e naquela época eu não tinha nenhuma informação a respeito disso. Achava que doenças como depressão eram coisas de gente que não tinha o que fazer. Então as coisas que eu sentia, eu realmente acreditava que tinha um problema físico. Começou com um mal estar inesperado, eu achava que estava com alguma doença cardíaca. Aquelas dores no peito, sensação de falta de ar, queda de pressão e afins, resolvi procurar um médico e relatar. Cheguei a fazer o exame holter 24 horas e tudo estava absolutamente normal. Em 2011 eu tive a primeira crise e foi a pior sensação que eu poderia ter. Senti meu corpo inteiro suar frio, minhas unhas e lábios ficaram roxos, minha visão ficou turva e eu acabei passando muito mal. A princípio achei que fosse uma queda de pressão, mas depois disso as coisas começaram a piorar. Fiquei com tanto medo de ter isso de novo, que decidi não voltar mais para o lugar onde isso me aconteceu. As crises começaram a aparecer com frequência e quanto mais isso acontecia, mas eu evitava os lugares na qual aconteceram. Minhas idas a sala de emergência estavam virando rotina e os exames que eu fazia não davam alteração nenhuma, até que chegou o momento de encarar a realidade... Eu precisava de um psicologo. Foi aí que recebi o diagnóstico e a informação deixou as coisas bem claras para mim.No início foi difícil aceitar e ter que lidar com o preconceito das pessoas, mas agora eu estou mais ciente e compartilho sem vergonha para que todos possam se entender também. 
Resolvi escrever sobre isso por causa da notícia que o Pe. Fábio se descobriu recentemente com o transtorno. Vejo muita gente dizendo que doenças assim são a "morte da alma" e que quem têm isso é por que se afastaram de Deus. Eu respeito a crença dessas pessoas, elas acreditam no que querem acreditar, mas eu discordo. Em 2011 eu era uma pessoa muito apegada a igreja e devido as crises, eu me afastei por que tinha medo de estar em lugares com muita gente. Foi um momento muito difícil na minha vida, por que eu queria estar no lugar e não conseguia por que ficava com medo de passar mal.
Para mim, a alma é a mais vívida e o corpo é que não obedece. Não tem como saber quando você irá ter uma crise, elas aparecem do nada e te incapacita de todas as formas. A gente não sabe como reagir, a gente chora por que não consegue se controlar na hora que os sintomas aparecem. Apesar da nossa alma estar dizendo que aquilo não é real, o nosso corpo não obedece, ele continua com os sintomas. É como se fosse um ciclo vicioso. Você está nervoso, passa mal, daí fica mais nervoso ainda por que está passando mal e não sabe se é verdade ou se é realmente algo físico.
O mais complicado de enfrentar a doença, é ter que enfrentar as pessoas ao mesmo tempo, por que elas não entendem. Elas simplesmente não sentem.
Conviver com isso é cansativo e a luta é contínua. Então se você que está lendo isso, possui o pânico, não se sinta triste, eu consegui reviver e sei que você também conseguirá. Minhas sinceras orações ao Padre e que ele possa conseguir reviver também.

P.S: Fiquei em tratamento durante 5 anos e em breve terei que retornar novamente. No mais, eu estou bem, aprendendo a cada dia um melhor jeito de superar.

Gostou da postagem? Então comente aqui embaixo se você conhece alguém que passou ou passa por isso. Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado --------------->
Beijos galaxicos!


sábado, 19 de agosto de 2017

Papo de filhos: Traumas

Toda criança já viveu um evento traumático e as vezes ele some com o passar dos anos ou ainda permanece assombrando sua vida. Comigo não foi diferente. Tive dois traumas na minha infância que até hoje me perseguem, talvez por que eu nunca tenha procurado ajuda para superá-los, ainda.
Uma coisa engraçada é que meus pais sabem disso e ainda sim, riem da minha cara. Menos da história do gato, o evento mais bizarro que já me aconteceu.


Quando eu tinha 8 anos, eu morava numa ilha e lá a comida era rica em frutos do mar, então minha família comia muito peixe, camarão e afins. Um belo dia minha mãe fez um peixe assado e eu não sei por que eu, criatura de Deus, decidiu comer sozinha o bendito peixe. Eu lembro muito bem que minha mãe ia catar para mim e eu que não deixei. Conclusão: Engoli uma espinha. Na verdade ela engatou na minha garganta. Eu já era uma pessoa muito nervosa desde criança, então já imaginou o desespero da pessoa... E eu comecei a passar mal e aquela sensação de sufocamento. Pronto. Começou o desespero. Meus pais me levaram para o hospital e lá foi outro tormento por que eu não queria deixar de jeito nenhuma enfermeira abrir minha boca e ela perdeu a paciência comigo e me deixou sozinha na sala de emergência. Hoje quando eu lembro dessa cena, fico me perguntando aonde foi o lugar que aquela enfermeira se formou para tratar a mim e a minha mãe tão mal? Para você vê como tinha gente naquela época que não gostava de criança (de mim).
Enfim... Minha mãe ficou com muita raiva de mim e a gente voltou para casa, chegando lá, ela abriu minha boca a força e tirou a espinha de peixe com o dedo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
Rir para não chorar. A espinha era maior que minha coluna vertebral... Tudo bem, não era para tanto, mas era grande, no final eu fiquei bem, só tive uma dor de garganta horrível depois. A partir daí, eu fiquei mais de 5 anos sem comer peixe... Só fui comer quando eu fui morar no RJ e era um filé, ainda sim, toda vez que eu comia o filé, eu sentia algo entalado na minha garganta e parava de comer. Peguei trauma. Até hoje eu não costumo comer muito peixe e principalmente fora de casa... Só como se for meu pai ou minha mãe que escolher o pedaço para mim :(
A outra história foi quando eu tinha uns 10 anos, eu acho, eu sempre fui uma criança cheia de alergia. Meus ursinhos de pelúcia eram todos guardados, a minha cama tinha um plástico e principalmente ficar longe dos bichos. Daí um dia apareceu um gato lá em casa, minha mãe sempre enxotava o bicho, mas ele voltava. Então eu e meu irmão começamos a dar comida para o gato para ele voltar sempre. Minha mãe não gosta de gatos e ela sabia que eu ia ter meus ataques de rinite se ficasse com ele, aí ela mandou meu pai levar o gato para o outro lado da cidade kkkkkkkkkkkkkkk... Sabe o que aconteceu? O gato voltou. Daí eu enchi tanto o saco dizendo que ia ter cuidado, que ela acabou me deixando ficar com o gato. Dei o nome de "Naila" por que era mulher. Pronto, me apaguei ao gato que queria levar até para o colégio na minha mochila. Passou o tempo e o gatinho cresceu e começou a dar aquelas fugidas que gato faz, né? Um dia eu cheguei da escola e não encontrava ela de jeito nenhum, achei que tivesse fugido, daí fui almoçar e quando terminei fui procurar por ela. Quando eu cheguei na frente de casa, o gato estava lá no meio da rua atropelado. Agora imagina o estado que eu fiquei vendo o animal todo esmagado no meio da rua? Eu comecei a chorar e entrar em desespero. Quando minha resolveu sair de casa, lá estava eu, agachada no meio da rua, olhando o bichinho morto e chorando... Os carros todos buzinando na rua kkkkkkkkkkkkkk... Eu lembro que eu não queria sair de lá e minha mãe teve que ligar para o meu pai que estava de serviço para vir tirar eu e o gato da rua. Depois ela mesma tirou com a pá e fizemos um enterro para o bichinho. Fiquei bem depressiva depois disso, ninguém podia falar em gato que eu chorava. Não queria comer e nem ir para a escola mais. Minha mãe ficou preocupada e depois disso eu nunca mais tive gato de estimação. Eu até acho que foi por causa disso que eu não gosto de galinha cozida :(


Meus pais riem da história do peixe, dizem que depois de tanto tempo, isso é coisa da minha cabeça, Mas realmente é, fiquei com trauma. Agora a do gato, foi algo mais emocional.
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Beijos galaxicos xD