quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dentro de mim - T01 E05 - O clone


Tinham se passado apenas alguns segundos quando Caio a viu sair do banheiro. Aqueles segundos pareciam 30 minutos. Os dois se encaravam e o rapaz sentiu o peito apertar e o oxigênio sumir. Se não fosse por ela, que tinha corrido ao seu encontro, ele teria rolado escada abaixo.

__Menino, tu estais bem? - Ela o abanava com a mão, enquanto chamava alguns rapazes próximos para ajudá-la a carregá-lo. Caio desmaiou ali mesmo, o choque foi tão grande que seu rosto antes vívido e cheio de energia para recomeçar, acabou ficando pálido, quase como no dia em que sofreu o acidente.
__Ana! - Ele sussurrava incansavelmente.
__Não, Karine! - Ela o olhava desconfiada enquanto o levava para a enfermaria do campus.

Caio estava deitado em uma maca, despertou como se estivesse tendo um pesadelo. Deu de cara com Duarte. Um enfermeiro que ele conheceu, quando ainda estudava.

__Quem diria que iríamos nos encontrar aqui, né parceiro? - Ele sentou próximo da maca.
__Não me diga que me trouxeram para o pior açougueiro do campus - Os dois deram risadas, enquanto Caio tentava se sentar. Meio fraco.
__Tu teve uma queda de pressão. Tu comeu alguma coisa?
__Não, vim direto pra cá. Só que... - Ele ficou em silêncio por um breve momento - Tu vistes quem me trouxe aqui?
__Ahh isso, foi os garotos de Educação física. Veio carregado pelos bombadinhos - Duarte fez biquinho enquanto ria do rapaz.
__Muito engraçado. Me referi a uma guria de cabelos negros.
__Não vi. Só tinha 3 machos - Continuou brincando.
__Alguém parecida com a Ana - Caio olhou no fundo dos olhos do colega e o mesmo ficou sério. Desviou o olhar e tentou achar palavras para tentar confortar o rapaz.
__Já faz 1 ano que ela se foi, Caio. Tu tens certeza que está bem para voltar? O campus está repleto de memórias com ela. Isso começou a te afetar.
__Eu sei o que eu vi. Não estou enlouquecendo - Caio apontou para o braço, para que o enfermeiro tirasse ele do soro - Eu já estou bem. Vou comer alguma coisa.

Ele saiu da enfermaria e foi direto para a lanchonete, já tinha perdido metade da primeira aula, então não fazia questão de aparecer na sala interrompendo o professor. Foi comer primeiro. Chegou no balcão e pediu um completo. Pagou. Puxou uma cadeira e sentou de frente para o lago que ficava a beira do campus. O rádio tocava músicas com gêneros aleatórios naquela horário, mas naquele momento tão perturbador, uma música com início de strings e um piano tão solitário o fizeram lembrar de Ana e todos os momentos que apostavam corrida ao longo do lago e no final, se abraçavam. Quando o canto começou, Caio se debruçou e começou a chorar, sim, a música que estava tocando era a música deles dois. A música que marcou o primeiro beijo deles, na árvore do antigo colégio, "Aonde quer que você vá, o que quer que você faça. Estarei bem aqui esperando por você", ele sempre mantinha isso como mantra quando brigavam, sempre estaria esperando, mas agora, 1 ano se passou e ele não poderia mais esperar. Sentiu alguém cutucar seus ombros.

__Caio? - Ele levantou a cabeça e tentou segurar as lágrimas. Não queria mostrar para quem quer que fosse. Infelizmente, não poderia esconder de Rita.
__Oi, Rita - Ele falou baixinho e com a voz trêmula, enxugou as lágrimas na manga da blusa. Rita deu um abraço no rapaz, sentiu o peso da dor dele. Ficaram assim por alguns minutos. Cristiano, "Seboso" viu a cena e se aproximou. Não tinha ciúmes, muito menos se incomodava com a intimidade entre Caio e Rita, afinal, a namorada já havia contado toda a história e Cristiano sempre se lamentou muito por Caio e a triste história, sabia que o rapaz precisava de amigos por perto e por isso se aproximou mais dele para poder ajudar também. Seboso sabia como era a dor da perda, já que perdeu sua irmã mais velha em um acidente, também, há 8 anos.
Cristiano e Rita estavam com horário vago e se sentaram com Caio, conversaram um pouco e o mesmo falou do desmaio, sem mencionar a moça igual a Ana, porém as coisas iam se encaixando a medida que a conversa ia fluindo.

__Mesmo que 1 ano pareça muito tempo, ainda é uma perda muito recente - Disse Cristiano.
__Eu sei que sim, mas a vida continua e eu tenho que seguir em frente.
__Amigo, ninguém é obrigado a ser forte o tempo inteiro. Quando quiser chorar, chore. Quando quiser alguém para chorar, sabe que podes chamar a mim e ao Seboso ou o Miguel.
__Eu sei e obrigado - Caio sorriu e deu um último gole no suco que havia comprado.
__Tem algo que eu preciso te falar. Eu ia na sua casa, hoje, mas fico feliz em saber que tu voltastes para a faculdade - Rita beliscava os mini salgadinhos na mesa.
__Tipo o que? - Caio ficou sério. Rita e Cristiano se entre olharam meio receosos.
__Achei melhor te contar, antes que tu visses por si mesmo e tenha um troço. Tem uma garota aqui no campus que é igual a Ana! - Rita encarou Caio e se surpreendeu com a reação do amigo. Por outro lado, ele apresentou calma e parecia pensar. Realmente, isso era sinal de que ele não estava doido.
__Eu sei.
__Tu já a viu? - Rita aproximou a cadeira do amigo, como se fosse uma grande fofoca.
__Lembra do desmaio? Isso aconteceu por que eu a vi saindo do banheiro. Eu juro que achei que fosse o espírito da Ana. Eu meio que apaguei de repente. Era igual a ela - Caio fez uma careta.
__Tá, pelas fotos, não é tão parecida assim. A Ana tinha o cabelo cacheado e essa aparentemente tem o cabelo liso - Cristiano lembrou da foto de celular da namorada.
__Mesmo assim, não dá para negar que as duas parecem gêmeas - Rita cruzou os braços.
__Como tu a viu? - Caio ficou curioso.
__Eu estava indo atrás do professor Gabriel quando a vi sair do banheiro. Se ela fosse loira, eu ia morrer do coração - Os dois riram da piada, quando ela continuou - Eu fiquei paralisada. Achei realmente que fosse a Ana de chapinha, não sei, apenas fiquei olhando para ela. Eu senti uma tristeza tão grande. Sei que o campus é grande e que muita gente não conhecia a Ana, mas algumas pessoas já devem ter notado ou pelo menos se assustado achando que era um espírito.
__Tu sabe que curso ela é? - Caio abaixou a cabeça pensativo.
__Não sei, amigo. Mas podemos descobrir, por que eu estou tão abismada quanto tu e o Cristiano. Não sei explicar, eu apenas estou chocada.
__Agora que tu me disse isso, fiquei pensando. Não estou doido, então ela realmente existe.
__Tem mais uma coisa... - Cristiano bocejou e levantou a sobrancelha preocupado.
__O que?
__Lembra do Leonardo? Ele tem frequentado muito a casa dos pais da Ana - Rita desviou o olhar e Caio ficou pensando nisso. Como assim? Que tipo de relação ele tem com os pais da ex namorada?

Aquela fofoca de Rita, estava martelando em sua mente, realmente, depois do falecimento da namorada, Caio nunca mais apareceu na casa dos ex sogros. Falava quando encontrava nas ruas ou nos mesmos lugares que frequentam, mas para um visita mesmo, nunca mais foi. Talvez a situação não fosse ainda boa para aparecer por lá. Mas o que Leonardo queria? A aula tinha acabado e Caio foi guardar os cadernos, o relógio marcava 12:30 quando viu um papel dentro da mochila e lembrou que tinha caído das coisas de Leonardo mais cedo. O pegou e abriu. Dentro do papel havia um outro dobrado na cor rosa que dizia:

"Caio, não liga para a minha letra, nunca foi bonita mesmo. Sou tímida demais para te dizer que gosto muito de ti. Do teu sorriso e do modo como trata as professoras. Queria que tu me visse por que parece que sou invisível aos teus olhos. Acho que tu gosta da Clarinda, só que se tu gostar de mim também, eu te juro que te faço feliz todos os dias. 

Com amor, Ana!
23/05/2002"

Caio engoliu seco, que espécie de carta era aquela? Uma carta que foi escrito há mais de 10 anos?

TEMA DE ENCERRAMENTO - CROWDED HOUSE - DON'T DREAM IT'S OVER

Um pouco de música

Essas músicas têm um significado especial em minha vida. Então gostaria de compartilhá-las com vocês.


Lembro dessa música quando toquei pela primeira vez na banda da igreja e foi algo que me marcou muito. Pois era algo que eu acreditava que estava destinada a fazer.


Quando descobri que meu pai estava doente, eu era muito nova e foi muito difícil continuar minha vida, por que eu achava que ele iria me deixar a qualquer momento e era algo que eu não conseguia aceitar. Até que encontrei esta música e me enchi de esperança. Hoje, graças a Deus está tudo bem e que continue assim sempre.


Eu participava de um grupo de jovens, quando era mais nova, eu fui uma das fundadoras e durante todo tempo que morei em São Gonçalo, fiz muitas coisas boas e legais pelo grupo. Essa música eu costumava cantar e tocar por lá, então a lembrança que essa música me traz é muito forte. Ainda mais que no CD que o grupo gravou para minha despedida, ela está como abertura.


Depois de muito tempo empacada no meu livro, eu desmotivei e decidi excluí-lo para sempre. Então em uma missa que eu fui tocar por acaso, eu tive que escutar e tocar esta música em cima da hora. No início eu fiquei com medo, por que é complicado tocar uma música que você não conhece. Só sei que depois que eu terminei, eu senti uma onda de emoção e criatividade que escrevi 4 capítulos novos do meu livro. Parei por que infelizmente estou muito ocupada com os trabalhos acadêmicos.


Eu escutei essa música por acidente, quando eu estava estudando para o vestibular e me sentindo muito desmotivada. 

6 - Música extra: Voz da verdade - Sou um milagre

Essa música define minha vida inteira. Eu chamo ela de mantra kkkk...


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Magrelice: Nos galhos secos de uma árvore qualquer...


A vida é uma longa estrada com vários desvios. As vezes a gente desvia para o caminho errado, mas com ajuda, conseguimos voltar para a estrada principal. As vezes desviamos por que queremos fugir de algum buraco que insiste em nos seguir e deixar nossas rodas desgastadas para ficarmos cansados de prosseguir.
A gente se desvia tanto, que acabamos nos perdendo em curvas sem fim. Sozinhos. Sem nenhuma pessoa para ajudar. A solidão e a tristeza nem sempre são ruins, precisamos delas para pôr a mente no lugar, por que a solidão costuma trazer maturidade e a tristeza, realidade. Duas coisas que só adquirimos quando olhamos para dentro de nós e descobrimos nossas fraquezas e erros. As duas seguram suas mãos e te guiam até a estrada principal, novamente e te deixam seguir em frente, para que você possa estar bem o suficiente para encontrar a felicidade. Para que você possa pular ou tapar os buracos que te fazem mal.
O problema é quando você não quer largar as companheiras, quando você se apega a tristeza e a solidão. As pessoas chamam de depressão. Pois o caminho que a pessoa segue, fica cada vez mais escuro. É nessa hora que devemos dar o grito de socorro. Para que alguém possa vir nos resgatar e trazer um pouco de luz.
Eu passei tanto tempo da minha vida ligando para o que os outros pensavam que esqueci dos meus pensamentos. O que eu queria, o que eu fazia e o por que eu estava tão para trás, deixando que as pessoas e o externo tivessem controle sobre minha vida. Eu dei meu grito e estou esperando alguém vir me resgatar. Eu preciso voltar para meu caminho e seguir em frente. Deixar a tristeza e a solidão e buscar a felicidade. Foi tão difícil chegar aqui que me acomodei, porém é hora de voltar.
Sei que haverão dias que eu não estarei bem, que os buracos vão me derrubar, o segredo é sempre olhar para o céu e enxergar as nuvens passando. Eu ainda estou respirando e o tempo não espera por ninguém.


Uma música, uma história



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Beijos galaxicos!

Endoscopia nasal + Vídeo laringoscopia

Quem nunca teve medo de fazer uma endoscopia digestiva que atire a primeira pedra. Nada mais bizarro que imaginar um cano do tamanho do seu dedo sendo colocado em seu humilde esôfago. Só que isso é feito com você apagado ou em estado alucinógeno (tipo eu que vi gnomos na segunda vez que fiz o exame) enfim, quando acorda, tudo já acabou, exceto o sono.
Agora imagina o chilique que é, quando te enfiam um cano pelo nariz? Sim, essa é a endoscopia nasal.
É rotina para eu fazer este exame, pois devido ao meu histórico de proezas nasais, não tem como fugir, mas por incrível que pareça, eu ainda não postei sobre ele por aqui. Então como fiz um recentemente, daí resolvi relatar como foi, para todos aqueles que nunca o fizeram.
Esse exame serve para identificar problemas como: Pólipos nasais, adenoides, rinites, problemas anatômicos e afins... Basicamente é feito com um endoscópio flexível bem fino e anestesia tópica. 


Antes do médico começar, ele espirra um spray nasal e deixa a anestesia fazer efeito. Geralmente esse anestésico tem cheiro de flor e você tem a sensação de que seu nariz está gelado por dentro. Cada médico tem um jeito de fazer o exame. Então estou relatando como foi para mim, dado que na primeira vez que fiz o exame (por volta dos 8 anos) além do spray nasal, me aplicaram um spray na garganta também.
Depois ele começa a introduzir o aparelho, você não sente dor, apenas sente o endoscópio entrando. A medida que ele vai entrando mais, você começa a sentir uma ardência e uma sensação de pressão. Isso faz com que seus olhos lacrimejem um pouco, mas nada intolerável e é questão de segundos. Tem pessoas que não suportam muito, devido a alta sensibilidade no nariz, mas prender a respiração o máximo que puder, ajuda a aliviar os sintomas (é claro que tem que respirar pela boca, né). O otorrino pode pedir para você falar algumas coisas também, emitir sons.
Se você tiver algum problema nasal, é provável que tenha desconforto.
Eu tinha desvio de septo grau máximo, então toda vez que fazia esse exame, eu tinha um pouco de dor, por que o endoscópio não passava com facilidade em uma das narinas.
Depois de uns 10 a 15 minutos, o exame está feito e você sai tranquilo e sem sintomas nenhum, exceto o nariz escorrendo um pouco.



Agora a vídeo laringoscopia é um outro procedimento que ajuda averiguar problemas na laringe, cordas vocais e afins. Geralmente eu faço esse para acompanhar o refluxo.
A maioria dos centro de otorrino que fazem esse exame, costumam fazer junto com a endoscopia nasal. Como assim? Quando eles estão colocando o cano pelo nariz, eles vão enfiando até chegar na garganta e fazem as duas coisas em um procedimento único. Muita gente prefere assim e sente menos desconforto, mas eu digo, não é nada legal fazer os dois em um. Eu fiz uma vez e foi bizarro, sai da sala de exame espirrando muito e com um nariz em forma de torneira. Então eu sempre faço os dois separados, se seu médico tem o aparelho, peça para fazer separado.
Ele também é simples e não traz sintoma e nem dor nenhuma, apenas ânsia de vômito se caso o otorrino encostar o laringoscópio na úvula, o que é difícil.
Basicamente ele esfrega o aparelho nas bochechas e na língua para que a sua boca não fique com gosto de metal. Depois segura sua língua para fora com uma gaze e coloca o aparelho até a entrada da garganta (final da língua) e lá ele vai te mandar repetir algumas sílabas e fazer um teste tonal. O exame é rápido e é muito melhor fazer ele separado.



Se vai fazer esses dois exames, não se preocupe e confie no seu médico. Não trazem grandes desconfortos e nem dor intolerável. Fique bem calmo (a) que é menos de 20 minutos cada um e será de grande auxílio para descobrir possíveis problemas. Boa sorte! 


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sábado, 23 de setembro de 2017

Papo de filhos: Sua mãe sabe mais

Não importa o quão egocêntricos, individualistas ou metidos a saber tudo, nós somos. Nossa mãe sabe mais.
A começar pelo básico, sua mãe pode não ser formada em nenhuma área da saúde ou nem saber como jogar búzios, mas ela é formada em você e isso já conta muita coisa. Quer um exemplo? Minha mãe é formada em Pollyanne e ser formada em mim é o mesmo que estudar bacharel em física, pura doidice (Não é nada pessoal, físicos, meu sonho é ser astrônoma).
Sua mãe pode ter te concebido de três formas: Por parto normal ou por cesária ou simplesmente por amor*. Em qualquer uma das situações, ela conviveu com você antes mesmo de você pensar "Eu sou gente", então não dá para você saber sobre si mesmo, coisas que só ela viveu. Nós não temos maturidade quando somos bebês ou crianças, então em todos esses anos, nossas mães foram "estudando" a gente, acertando e reprovando nas provas da vida e fazendo um esforço tremendo para passar de ano. Essas experiências que a maternidade traz, leva ao título de que nossas mães sabem mais. Algumas podem até não saber mexer naquele celular de última geração, outras pedem ajuda para postar foto nas redes sociais, só que quando estamos doentes, a gente teima com elas que xarope y é melhor que o velho limão com mel e alho e no fim das contas, não é que o remédio caseiro dela funciona mesmo?


Tive a ideia de escrever essa postagem, por causa de uma situação aqui em casa. Devido a recaída do pânico, eu comecei a perder um pouco do apetite e não estava me alimentando direito. Resultado: Comecei a emagrecer e o emagrecimento levou a baixa estima e a baixa estima me fez perder o apetite mais ainda, virando uma bola de neve. Fui no hospital, fiz exames e deu absolutamente tudo normal. Até que minha mãe resolveu comprar uma vitamina "abridora" de apetite (Apevitin) dizendo ela que eu já havia tomado quando era mais nova. Eu não lembrava, óbvio, mas teimei dizendo que não tinha tomado e que eu deveria ir primeiro ao hospital. 
Minha mãe sabe que devido ao pânico, eu desenvolvi hipocondria e eu tomar remédio é um martírio. No fim das contas, ela disse que eu tomei quando tinha 10 anos e que ele dava muito sono apenas e deixava o corpo meio mole. Resolvi tomar e graças a Deus me senti bem e estou comendo melhor.
Então, se você um dia teimar com sua mãe a respeito de algo na vida, pare, pense e reflita. Elas podem falhar? Sim, mas aviso de mãe nunca falha. Com a minha idade, a minha deve estar no mestrado já... Que vergonha... Tamanho uma velha.

"O amor foi uma obra que os anjos, acidentalmente, deixaram cair aqui na terra e Deus, ao perceber a situação, criou as mães. Guardiãs do sentimento."


*Ser concebido por amor é um termo que eu uso para identificar pessoas que foram adotadas, ou seja, não nasceu do ventre da mãe, mas nasceu do coração.


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domingo, 17 de setembro de 2017

Bate papo e um fim de tarde

Depois de passar a manhã inteira pesquisando dados para o meu TCC, resolvi relaxar e ver vídeos de audições que eu gosto muito de ver. Descobri uma música em uma dessas apresentações, acho que algumas pessoas já devem conhecê-la, mas eu não a conhecia e gostei muito.

Jackson Five - Who's loving you


Depois de escutá-la, resolvi escrever este post sentada na varanda, observando o pôr do sol. Algo que vinha pensando nesses últimos dias. Então vamos bater um papo sobre amor?
O que é o amor para você?
Essa não é uma pergunta fácil de responder, não é? Bem, para mim nunca foi. Mas posso começar por uma frase dessa música:

"I, I, I, I should have never ever, ever made you cry"
"Eu, eu, eu, eu não deveria jamais ter feito você chorar"

O amor não é uma faca afiada que por um descuido, te corta e te faz chorar. O amor são questões que você deve responder todos os dias, para dar continuidade a este sentimento. Se o amor não for contínuo, então não vale a pena procurar por um significado.
Preencher um coração vazio é uma tarefa bem difícil. Nunca se sabe quando o que você oferece transbordará ou quando não é o suficiente. Por isso temos que ir respondendo as questões para aprendermos a interpretá-lo. 

"When I had you I treated you bad and wrong my dear"
"Quando eu tive você, eu te tratei mal e errado, minha querida"

Todas as formas de carinho são bem aceitas, quando são dadas de espontânea vontade. Pedir amor de outra pessoa é o mesmo que pedir esmola. As pessoas só te dão, por que sentem pena. Isso nunca será amor e nunca será uma questão respondida para dar significado a este sentimento.
Não estar presente, ser frio (a) ou não dar carinho é uma forma de tratar mal. Ninguém pode aguentar ou ficar preso em uma situação assim, por uma motivo, seja ele qual for. 
Amar não é simplesmente estar ou ficar junto, é mais simbólico que isso. Amar, ao meu ver, é enxergar como o outro. Se você se colocar no lugar da pessoa amada, entenderá como ela vê o mundo e consequentemente, a entenderá.
O sentimentos são como uma montanha russa, começa com a expectativa, sobe, sobe e chega ao topo, o clímax. Em seguida vem a descida, os baixos, a gente grita de medo ou grita por arrependimento. Depois tudo se acerta e depois cai novamente, até o fim, onde vemos se a relação realmente é forte o suficiente para superar todo o percurso.

"Life without love is oh so lonely"
"A vida sem amor é tão solitária"

Sim... Sempre será. Mas sempre hão de ter novas formas de amar.




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Por que eu não gosto do Rio de Janeiro

Me desculpem, cariocas, sei que nem todo mundo é assim, por isso já deixo claro que começo esse textos sem generalizações.
Se você ler e não se identificar, ótimo. Você não está no grupo do "Por que eu não gosto do Rio de Janeiro" agora se você se vê no texto, já não posso fazer nada.
A começar pelo começo, óbvio, eu morei por 6 longos anos na cidade de São Gonçalo e já fui muitas vezes passear lá pela capital. E o que eu queria saber, é por que diabos o pessoal de lá tem tanta mania de dizer que aqui só tem mato ou só tem paraibano (O que vale lembrar que Paraibano é que nasce na Paraíba e que esse estado fica no nordeste do país, ou seja, se eu moro no Pará, eu sou paraense e nortista, "capiche"?) continuando, não tem explicação lógica para isso, por que a mídia contribuí para formar uma imagem distorcida da parte de cima do Brasil, mas a mídia não te ensina que o Amazonense é nortista. Isso quem ensina é a geografia. Então, meu querido (a) você não teve aula? Ou só é mais um ignorante esdrúxulo da civilização humana?
O que mais me irrita é o pessoal me perguntando se aqui onde eu moro existe shopping ou ônibus, de certo que os coletivos não são os melhores meios de transporte por aqui, mas sim, existe.
Eu sei que vive os piores momentos da minha vida, quando eu morava lá, mas não isso que me fez não curtir muito a cidade.
Outra coisa também é o fato de algumas pessoas serem muito egocêntricas ou patriotas, sei lá o nome que se dá para esse fenômeno, só sei que ficar exaltando uma cidade é coisa de gente que não tem o que fazer. Você dizer que o Rio é bonito, é perfeitamente normal, de fato, o Rio de Janeiro é um estado muito bonito. Agora ficar postando foto a todo momento do pôr do sol, todos os dias e dizer "O Rio continua lindo" por favor, dá para parar? Que coisa mais sem noção. Daí vai você dizer que não acha aquilo extraordinário que a pessoa só falta te dar uma facada. Depois vem dizer na maior cara de pau que você tem que respeitar o gosto alheio. Agora eu pergunto, e o seu gosto? A pessoa respeitou? Gente, é só um comentário e não um depoimento diante de um juiz para ter uma sentença assim. Francamente...
E por último, mas não menos importante. O sotaque carioca não é o mais bonito do Brasil. Todos são bonitos.


Se você é carioca e discordou do meu texto, que eu sei que vai discordar. Então quando alguém te disser que aqui no norte só tem mato ou que todo mundo aqui é nordestino. Lembre-se de mim.
Não é nada pessoal, é só uma questão de honra paraense, até por que, minha melhor amiga é carioca e ela não se encaixa nesse grupo.
Beijos galaxicos!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Dentro de mim - T01 E04 - O regresso

Caio estava parado na varanda do apartamento. Sentia o vento leve tocar o rosto. Rosto sem expressão nenhuma. Havia alguns meses que tinha tido alta hospitalar e também que visitou o túmulo de Ana. Não o fazia com frequência, a dor ainda era inconfortável. Viver em um mundo sem ela era difícil de imaginar. Aquele amor ele nunca mais iria ter, a inocência de um amor de infância. Desde aquela época o destino estava traçado e ele nada podia fazer.
A lágrima escorria descontrolavelmente, porém o rosto continuava sem expressão. De repente ele escutou o som da campainha. Era Rita.

__Como tu está? - Ela entrou dando-lhe um abraço apertado. Caio deixou que a emoção tomasse conta de seu ser. A única coisa que se podia escutar era os soluços do rapaz. Ficaram assim durante uns minutos, até que ele se recompôs.
__A cada dia que passa, afundo mais. É assim que me sinto - Caio sussurrava com voz trêmula.
__Tu tem ido na terapia, amigo?
__As vezes...
__Caio, tu tens que ir.
__Eu só queria ter ido no lugar dela. Eu me sinto tão culpado - Caio colocou as mãos no rosto tentando evitar as lágrimas e Rita já conhecia aquela conversa. Ele sempre falava isso, ainda não tinha aceitado a tragédia.
__A Ana não era forte o suficiente para isso, Caio. Eu tenho certeza que de onde ela estiver, ela está olhando para ti.
__Eu tranquei o curso, até estar bem de novo. Não sei se foi a decisão correta, mas por enquanto eu não sinto vontade de nada.
__Eu entendo. Sabes que pode sempre contar com teus amigos, né? - Rita sentou ao lado dele e colocou sua mão sobre o ombro do rapaz. Aquela tarde passou bem rápida, os dois conversaram bastante e Caio até se atreveu a rir um pouco. Depois de algumas horas, Miguel também havia chego para uma visita. Os únicos que sempre estavam por perto, vigiando e cobrando Caio para tudo.

Caio havia passado por muitas coisas nos últimos meses, ele havia trancado o curso na faculdade, frequentava a terapia semanal, se apegou mais aos pais, que antes ele nem sequer falava direito. E também voltou a ir a igreja. Apesar do vazio que sentia, ele tentava continuar, sempre repetindo para si mesmo que ele não podia desistir e que tudo que ele faria, seria por Ana. Ela ficaria feliz em saber que ele conseguiu estar bem, depois de tudo.
Conforme ele ia se recuperando, presenciou Rita começar a namorar "Seboso" o apelido de Cristiano, um calouro do curso dela e de Ana. Ele também foi um conselheiro para Miguel, que pela quarta vez terminava um namoro. Depois de quase 1 ano, os amigos se afastaram um pouco, pois Rita desfrutava da experiência do primeiro namoro e Miguel começou a fazer estágio. 1 ano foi o suficiente para Caio decidir retornar a faculdade e rever os amigos. Tudo parecia diferente, a faculdade tinha novas pessoas e sua turma não era mais a mesma. Miguel estava bem adiantado, mas Caio nunca teve medo de encarar novas pessoas.
Estava parcialmente nublado quando Caio chegou a faculdade. Com roupas pretas e barbudo, ele chamou atenção de algumas meninas que estavam paradas em frente a biblioteca. Um jeito mais maduro e com uma consciência mais tranquila. 1 ano após a morte de Ana, fez Caio ficar endurecido por dentro, mas o bom humor ainda restava em sua personalidade. Olhou com atenção ao redor e não viu ninguém conhecido, começou a andar pelos corredores lentamente, observava todos os detalhes, como se tudo parecesse novo. Sim, tudo era novo para ele, afinal, as lembranças com Ana, naquele lugar, ele tratou de esquecer. De repente algo esbarra violentamente nele.

__Cara, foi mal - Um jovem deixou cair todos os cadernos no chão.
__Não, não se preocupe, eu te ajudo - Caio abaixou para pegar os livros.
__Tu não é... Caio? - O jovem olhou para Caio como se estivesse o reconhecendo e ele fez uma careta, pois não estava sabendo identificar a pessoa.
__Sou eu, o Leonardo!
__LEONARDO? - Caio deu uma breve olhada para o colega de classe de Ana e quase não o reconheceu. Ele estava muito diferente.
__Cara, tu voltastes! - Ele deu um abraço apertado - Espera só os carinhas saberem que tu voltastes!
__Era para ser uma surpresa - Caio deu uma risada sem graça.
__Tranquilo, não vou contar, aliás eu to com um pouco de pressa, levar essa papelada lá pra secretária.
__Trabalhas aqui?
__Monitoria, então, to indo nessa. Bom te reencontrar! - Leonardo saiu disparado, enquanto acenava para Caio. Quando o mesmo olhou para o chão e viu um pedaço de papel "Com certeza deve ser dele" ele pensou enquanto abaixava para pegar.
__Ah ele já foi, depois eu entrego - Caio sussurrou enquanto colocava o papel na mochila. Seguiu para a escada, afim de encontrar sua sala. Não localizou nem Miguel e nem Rita. Onde será que eles estavam?
Ele subiu as escadas devagar, ao chegar no primeiro andar, sentiu o estômago embrulhar e o coração bater acelerado, como se tivesse levado um susto. Saiu do banheiro uma moça com cabelos longos e negros, a pele branca e os olhos claros que o fazia lembrar de alguém.

__Ana? - Foi a única coisa que Caio conseguiu fazer ao se deparar com aquela mulher que era idêntica a sua falecida namorada.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dentro de mim - T01 E03 - A notícia

A sirene da ambulância soava distante e por alguns segundos, ficava nítida aos ouvidos, como se o carro estivesse vindo e indo em uma estrada retilínea. O famoso efeito doppler. Caio tinha os olhos semi abertos, ao seu redor tudo estava nublado, como se alguém tivesse fumado e prendido a fumaça dentro da cabine. Os enfermeiros ao seu redor verificavam o seu pulso. Ele não sentia absolutamente nada, estava totalmente inerte na maca. A máscara de oxigênio ajudava a respirar melhor. Ouvia alguém sussurrar palavras que ele não compreendia muito bem, mas reconhecia a voz, parecia Miguel.
O silêncio e a escuridão foram substituídas pelo ranger do ar condicionado e a claridade da janela que tinha as cortinas bem abertas, embora a janela estivesse fechada. Caio abria os olhos lentamente e ao seu lado, aos prantos, estava sua mãe.


__Meu filho, tu acordastes! - A mãe apertava a mão do filho com alegria e em seus olhos inchados haviam muitos lágrimas que ainda estavam por vir.
__Mãe... - Sussurrou baixinho, seu corpo ainda doía - Ana... Cadê a Ana... - Caio tentava se sentar em vão.
__Não tente se sentar, meu querido, tu ainda estais machucado. A Ana está estável - Ela engoliu seco.
__O que aconteceu?
__São muitas perguntas, Caio, descanse mais um pouco, tudo bem?

Clementina se afastou do filho e foi para fora do quarto, onde estavam Miguel e José, pai de Caio. Ela fez um gesto para Miguel.

__Não conte para ele o que aconteceu - Ela sussurrou no ouvido do rapaz.
__Tia, uma hora ele vai ter que saber.
__Mas não agora, vamos esperar ele se recuperar - Miguel assentiu e entrou no quarto, reunindo todas as suas forças para encarar o amigo, que com certeza estava cheio de perguntas para fazer.

Ele entrou no quarto devagar e viu o amigo observar a janela, quando os olhos dele se encontraram com os do amigo.

__Fala, Caião! Tu és osso duro - Miguel apertada a mão do amigo, enquanto se sentava na cadeira ao lado.
__Fico feliz em te ver. O que aconteceu comigo? - Caio mantinha os olhos bem abertos e o ranger do ar condicionado tomou conta mais uma vez do quarto. Miguel procurava as palavras, quando sentou na cadeira e começou a falar.
__Tu e a Ana foram atropelados. Na verdade a Ana te empurrou e ela que foi atingida. Mas nesse "empurrão" tu acabastes batendo a cabeça no carrinho do outro lado da rua e havia uma barra pontiaguda que furou tua costela. Por isso tu estais enfaixado.
__E a Ana?
__Ela está em outro quarto - Miguel desviou o olhar, mas Caio não percebeu a mentira do amigo e sorriu aliviado. Aquilo estava o corroendo por dentro, mas sabia que iria ser um choque para ele,saber o que houve de fato com a namorada. Miguel havia saído do quarto e então Clementina e José entraram para ficarem mais um pouco com o filho, a hora da visita estava terminando.
Alguns dias se passaram e Caio já podia se sentar normalmente, a ferida estava cicatrizando rápido. Ele mal podia esperar para sair e por andar e encontrar com Ana. Durante todo o tempo, as pessoas mentiam para ele, diziam que ela ainda não podia receber visitas pois ela ainda estava inconsciente ou diziam que ela em breve poderia sair da UTI. Mas Caio finalmente recebeu a visita de alguém que não estava envolvida na farsa. Rita entrou no quarto e deu um sorriso largo para o amigo.

__Caio! - Ela deu um abraço nele e sentiu uma vontade imensa de chorar, mas se segurou para não assustar o amigo.
__Nossa, achei que tu tinha se esquecido de mim - Ele riu enquanto se sentava na beirada da cama.
__Vejo que estais melhor, em breve poderá sair daqui!
__Já se passou 1 mês, acho que semana que vem eu estou de alta.
__E como tu estais? - Ela sentou na cama ao lado do amigo.
__To me sentindo bem, é ruim ficar no hospital, mas to bem.
__É assim mesmo, amigo, a vida tem que seguir - Rita gaguejou e baixou a cabeça. Seus olhos começaram a avermelhar.
__O que aconteceu, Rita? - Caio passou a mãos nos ombros da moça, sério.
__Mesmo tendo passado esses dias, ainda é difícil sabe? Queria estar bem como você - De repente, Caio olhou para o chão, como se tivesse ligando os pontos de um quebra cabeça, ele não era idiota ao ponto de não perceber o que estava acontecendo.
__Você tem visitado a Ana? - Rita o olhou assustada e levantou da cama rapidamente. Percebeu a grande besteira que tinha feito. Mas não havia nada que pudesse ser feito, uma hora ele iria descobrir a verdade.
__Caio... Ninguém... Ninguém te contou? 
__Acho que fui enganado - Caio sentiu os olhos ficarem vermelhos. Não queria ouvir aquelas palavras saírem da boca da amiga. Apenas queria voltar no tempo, queria poder impedir aquilo tudo. Dormir e nunca mais acordar.
__Isso é um sonho, né? Rita, por favor, não me diz isso, cara. Por favor! - Caio levantou da cama, queria saber isso da boca dos pais.
__Caio, pera aí - Rita saiu atrás dele, desesperada. José estava sentado na frente do quarto, enquanto a mãe estava na lanchonete. Quando viu o filho sair disparo pela porta. Todos levantaram assustados.
__O que vocês estavam querendo me escondendo a verdade? - Ele arrancou a agulha do soro, o braço escorrendo sangue e a ferida que não estava totalmente sarada, começaram uma dor latejante.
__Caio, por favor, tu estais muito alterado, volta para a cama que a gente conversa - José tentava acalmar o filho e buscava o celular no bolso para ligar para a esposa.
__Me acalmar? Vocês tem ideia do que fizeram me escondendo que a Ana morreu todo esse tempo? Eu não quero me acalmar, eu não vou me acalmar. Isso só pode ser um pesadelo - Os enfermeiros ao redor correram para frente do quarto para tentar contê-lo, mas Caio desabou no chão sem forças, chorando e se encolhendo. Alguns pacientes correram para o corredor para tentar entender a confusão e presenciaram tamanho sofrimento. 
Alguns enfermeiros com total empatia e delicadeza, levantaram o rapaz para levá-lo para a cama. "Tudo ficará bem" eles sussurravam. Clementina vinha correndo pelos corredores ociosa, sabia que aquilo iria acontecer e pensava várias vezes se realmente não teria sido melhor ter contado desde o início.
Caio estava sentado na cama de braços cruzados, apático. Enquanto Rita estava encostada na janela, José sentado na poltrona próximo a cama e Clementina sentada na beirada da cama. O silêncio prevalecia, até o ranger do ar condicionado foi engolido por tamanha tristeza.

__Me desculpa, filho, eu queria que tu se recuperasse - Caio não emitia nenhum som. Seu rosto estava sem expressão alguma. A única coisa que se mexia, eram as lágrimas que caíam silenciosamente - Sei que foi um choque para ti, mas entenda sua mãe.
__Apenas me deixem sozinho - Ele sussurrou enquanto deitava na cama.
__Infelizmente não havia nada que pudesse ser feito... - A mãe levantou, lançou um olhar preocupado para o marido e fez sinal para todos saírem. Caio, deixou que as lágrimas caíssem e ensopassem o travesseiro. Ele tinha que se livrar daquela dor insuportável. Os planos e todas as coisas que ele tinha conversado com Ana, agora não passavam de lembranças bonitas. Foi o pior dia de sua vida. Aquela notícia iria assolar sua existência até o dia de sua morte.
Alguns meses haviam se passado, Caio havia recebido alta hospitalar e também havia trancado a faculdade. Ele ainda estava depressivo devido a perda da noiva, mas tinha reunido coragem o suficiente para ir ao cemitério visitá-la. Ele não compareceu ao velório e o enterro de Ana, foi até melhor, ele pensava. Não iria aguentar tamanha tristeza.
O cemitério nunca foi um lugar agradável, muito menos quando alguém estava com o coração partido. Caio caminhava pelo estreito caminho de brita do lugar, ao seu redor tudo parecia mórbido e silencioso. O barulho das árvores o fazia sentir medo, só que continuava até encontrar o túmulo. Andou durante 10 minutos e encontrou uma grande lápide cheia de flores. Sim, ele estava no lugar certo. O peso do ar o fez respirar fundo várias vezes e as lágrimas brotaram incontrolavelmente. Deixou a voz rouca sair, as lamentações não poderiam ser guardadas para si mesmo. Ele estava sozinho, não tinha do que se envergonhar.


__Ana... Por que? - Ele sussurrava enquanto observava a foto da moça. Ficou um tempo debruçado sobre o túmulo. Quando se sentiu mais calmo, levantou com os olhos bem inchados e colocou junto das flores, um carta com o poema favorito dela. Se virou cabisbaixo e seguiu em frente.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Dentro de mim - T01 E02 - Como tudo aconteceu

Quatro anos se passaram desde a formatura do ensino médio. Ana e Caio estavam juntos e felizes. As coisas haviam mudado bastante. Os dois amadureceram e cresceram juntos. Entraram na mesma universidade, porém em cursos diferentes. Alguns amigos como Rita, Miguel e Leonardo, também entraram na mesma universidade. Na hora do intervalo, eles se juntavam para conversar e contar as últimas novidades.
Rita cursava biologia, enquanto Ana e Leonardo cursavam Fisioterapia. Já Caio e Miguel eram do curso de engenharia civil. Caio sempre teve receio em relação a Leonardo, pois entre os quatros anos que se passaram, pode concluir que Leonardo sempre foi apaixonado por Ana, mas nunca teve coragem para se declarar e mesmo ela namorando, ele tentava aproximações já que os dois eram da mesma turma. Só que o rapaz ficava sempre de olho e nunca deixou que o ciúmes interferissem na relação.


Era o segundo ano de faculdade e mesmo sendo um pouco distante de casa, Leonardo estava feliz de estar na mesma sala que Ana e poder reencontrar alguns amigos dos tempos do colégio. Foi surpreendido por Alan, um amigo de mesma classe.

__É difícil competir com um amor de infância, Leo.
__Que? - Leonardo olhou assustado para o amigo.
__Cara, tu não tira o olho da Ana. Disfarça pelo menos.
__A Ana tem namorado. Estais viajando... - Leonardo deu de ombros.
__Sei, melhor tu sair e tentar pegar algumas minas.
__Mina é bomba - Leonardo ajeitou os óculos e passou a mão no cabelo desgrenhado. Ele não cuidava muito bem da aparência, apesar de ser um rapaz bonito.
__Tsc... - Alan balançou a cabeça negativamente e levantou dando tapas nas calças largadas, afim de limpar a areia da roupa. Fez um gesto chamando o amigo a levantar-se também. Do outro lado do pátio, Rita o observava atentamente...

__Amiga, acho que tu deveria prestar mais atenção no Leonardo.
__No Leo? Por que? - Ana dava uma golada no refrigerante.
__Ele não para te olhar pra ti, nossa, parece até que vai te comer com os olhos - Rita cruzou os braços e franziu a testa.
__Bobagem, ele só se sente sozinho e quis ter uma amiga.
__Tu é inocente, na boa. Desde os tempos do colégio que ele tentou se aproximar de ti. Até o Caio fica incomodado e olha que os dois são amigos.
__Rita, olha, se ele gostasse de mim mesmo, então por que ele nunca me disse nada? Eu passei o ensino médio inteiro, solteira - Ana não olhou para a moça e jogou a lata de refrigerante no lixo. Em seguida pegou um guardanapo e limpou a boca enquanto observava Caio se aproximar.
__Eu te digo, fica de olho nele - A amiga deu um beijo na mão e em seguida lançou um tchau se afastando. Ana a observava pular nas costas de Peterson, um rapaz da qual ela gostava, mas que não tinha coragem de dizer a verdade, então se passava por uma "amiga" para ficar sempre perto dele.
__Aconteceu alguma coisa? - Caio deu um beijo no rosto da namorada.
__Não, apenas... Apenas estava vendo a Rita - Ela sorriu.
__Depois ela falava da gente - Caio riu e pegou na mão de Ana.
__O que a "lerdinha" fará depois da faculdade?
__Dá pra parar de me chamar assim?
__Isso é castigo, tu passaste o ensino médio inteiro dizendo que eu era lerdo. Vou te infernizar pelo resto da tua vida - Caio sussurrava no ouvido de Ana, enquanto ela se contorcia de cócegas.
__Nossa, já te disseram que tu é muito chato? Não, não vou fazer nada.
__Então vamos jantar? Tenho algo importante para te dar - Caio deu uma piscada, se afastando da namorada.

As aulas passavam devagar e Ana se matava de curiosidade, o que será que ele queria dar a ela de tão importante? Mal podia esperar a hora de sair e contar a novidade para Rita. De repente, o sinal tocou e os pensamentos foram quebrados por uma pergunta um tanto diferente.

__Ana? Podemos sair hoje? Queria te dizer algo - Leonardo estava parado ao lado de sua mesa e ajeitava os óculos como de costume.
__Oii, Leo, nossa, hoje não vai dar, eu tenho um compromisso com o Caio - Ana se levantou, enquanto guardava os cadernos na bolsa.
__Ahh é claro, então quando tiver um tempo, tu me diz, tudo bem? - Leonardo estava sério e saiu rápido da sala.
__Nossa, quanta raiva, o que tu disse para ele? - Rita entrou na sala logo depois e quase foi derrubada pelo rapaz.
__Eu não sei, de repente ele me chamou para sair e eu disse que não - Ana ficou um pouco pensativa, mas desconversou - Rita, tu nem sabe? O Caio me chamou para jantar.
__E qual é a novidade? - Rita começou a rir.
__Não sei, ele disse que tinha algo para me contar, algo importante.
__Acho que já sei o que é!
__Jura? O que?
__Ele vai embora e vai te deixar - Rita balançava a cabeça positivamente e soltou uma gargalhada que todos os outros alunos que restavam na sala, olharam desconfiados.
__Muito engraçado, sabichona. Agora deixa eu ir, antes que ele vá embora primeiro - Ana saiu se despedindo com um beijo na mão, apressada. Aquele cumprimento era único entre elas, algo que surgiu quando eram crianças. Ana havia caído de bicicleta e Rita tinha perguntado se ela estava bem, ela disse que não. Então Rita disse que se Ana beijasse a mão e desse um tchau para ela, a mesma iria passar a sua dor e então as duas iriam compartilhar aquele sentimento e ficariam melhores. Isso perdurou até naquele momento.
Ana chegou ao lugar onde tinha marcado com Caio e os dois foram para um restaurante que ficava com vista para o mar. Os dois se sentaram na mesa que estava reservada e a moça achou aquilo um tanto demais, não estava nem um pouco desconfiada do que iria acabar recebendo. Quando pergou o cardápio, veio o susto.


__90 REAIS UM PRATO COM ESSE TANTO DE ARROZ?
__Xuuuu - Caio fez um sinal de silêncio, constrangido - Fala baixo, as pessoas estão olhando - Ele riu disfarçadamente.
__Não acha que esse restaurante é um tanto caro, Caio?
__Para o que eu vou fazer, tinha que ser aqui mesmo.
__O que? - Ana engoliu seco e viu o rapaz puxar de sua mochila, uma caixinha aveludada de cor vermelha e voltou seus olhos arregalados para os olhos brilhantes do namorado.
__Apesar da gente estar juntos há 4 anos, nossa ligação vem de muito mais tempo, Ana. Se eu fosse um pouco mais esperto, talvez a gente estivesse juntos desde quando éramos crianças. Sei que não é tão caro ou tão cheio de adorno, mas é um anel especial, que eu mesmo mandei fazer - O rapaz abriu a caixinha e lá dentro tinha um anel de ouro com um adorno em forma de folha, que representava a goiabeira, o lugar onde eles sempre se encontravam na adolescência. Ana com os olhos cheios de lágrimas, não conseguia dizer uma única palavra, quando o namorado continuou a falar - Quer casar comigo? 
__ Como tu é lerdo - Ana levantou e deu um abraço no namorado.
__Não viveremos felizes para sempre, por que eu vou te infernizar, lerdinha... - Caio colocou o anel no dedo da moça e deu-lhe um beijo bem demorado. As pessoas ao redor notaram o pedido e começaram a bater palmas, enquanto os dois riam de felicidade.

O casal terminou o jantar, não devia passar das 21 horas. Os dois passeavam de mãos dadas próximo ao trapiche, enquanto observavam o reflexo da lua no mar, nesse momento Caio avistou uma barraquinha de sorvete e perguntou se Ana gostaria de um. Aquele horário no centro da cidade era bastante movimentado. Muitas casais passeavam, já que no dia seguinte ninguém precisava acordar cedo.
__Não precisa vir, eu vou lá rápido - Caio se afastou da moça, enquanto se dirigia para a barraquinha de sorvete. Como Ana sempre foi muito apegada ao rapaz, ela foi atrás dando passos rápidos afim de alcançá-lo. De repente, um carro veio em alta velocidade e o rapaz estava muito distraído para desviar. Algo o empurrou para longe, fazendo com que ele caísse na pista e batendo na barraquinha, enquanto um barulho muito alto fez todos que estavam ao redor se amontoarem para ver o que tinha acontecido. O carro arrancou sem prestar socorro. Muitas pessoas se aglomeravam, uns ligavam para a ambulância e outros gritavam desesperados. Foi algo muito rápido, mas quando o rapaz finalmente virou a cabeça, pôde ver alguém caído no chão. Ana estava banhada de sangue e inconsciente. Caio tentou levantar rápido, sentiu uma dor na costela, algo nele estava sangrando, mas não ligava. Queria saber o que tinha acontecido com a namorada. Tudo começou a girar, a imagem do rosto desfalecido dela, foi a última coisa que ele viu naquela noite.




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Sobre o transtorno do pânico

Também conhecida como a "Síndrome do pânico" é uma doença psicológica que pertence a categoria de transtornos de ansiedade. Assim como a TAG (Transtorno de ansiedade generalizada), o TOC (Transtorno obsessivo compulsivo) e outros.
A palavra chave é ansiedade, mas o modo como ela se apresenta é o que difere o pânico das outras de mesma categoria, que são as crises súbitas de medo sem motivo aparente, que gera um conjunto de sintomas característicos da doença. 


Eu comecei a ter os primeiros sintomas em 2010 e naquela época eu não tinha nenhuma informação a respeito disso. Achava que doenças como depressão eram coisas de gente que não tinha o que fazer. Então as coisas que eu sentia, eu realmente acreditava que tinha um problema físico. Começou com um mal estar inesperado, eu achava que estava com alguma doença cardíaca. Aquelas dores no peito, sensação de falta de ar, queda de pressão e afins, resolvi procurar um médico e relatar. Cheguei a fazer o exame holter 24 horas e tudo estava absolutamente normal. Em 2011 eu tive a primeira crise e foi a pior sensação que eu poderia ter. Senti meu corpo inteiro suar frio, minhas unhas e lábios ficaram roxos, minha visão ficou turva e eu acabei passando muito mal. A princípio achei que fosse uma queda de pressão, mas depois disso as coisas começaram a piorar. Fiquei com tanto medo de ter isso de novo, que decidi não voltar mais para o lugar onde isso me aconteceu. As crises começaram a aparecer com frequência e quanto mais isso acontecia, mas eu evitava os lugares na qual aconteceram. Minhas idas a sala de emergência estavam virando rotina e os exames que eu fazia não davam alteração nenhuma, até que chegou o momento de encarar a realidade... Eu precisava de um psicologo. Foi aí que recebi o diagnóstico e a informação deixou as coisas bem claras para mim.No início foi difícil aceitar e ter que lidar com o preconceito das pessoas, mas agora eu estou mais ciente e compartilho sem vergonha para que todos possam se entender também. 
Resolvi escrever sobre isso por causa da notícia que o Pe. Fábio se descobriu recentemente com o transtorno. Vejo muita gente dizendo que doenças assim são a "morte da alma" e que quem têm isso é por que se afastaram de Deus. Eu respeito a crença dessas pessoas, elas acreditam no que querem acreditar, mas eu discordo. Em 2011 eu era uma pessoa muito apegada a igreja e devido as crises, eu me afastei por que tinha medo de estar em lugares com muita gente. Foi um momento muito difícil na minha vida, por que eu queria estar no lugar e não conseguia por que ficava com medo de passar mal.
Para mim, a alma é a mais vívida e o corpo é que não obedece. Não tem como saber quando você irá ter uma crise, elas aparecem do nada e te incapacita de todas as formas. A gente não sabe como reagir, a gente chora por que não consegue se controlar na hora que os sintomas aparecem. Apesar da nossa alma estar dizendo que aquilo não é real, o nosso corpo não obedece, ele continua com os sintomas. É como se fosse um ciclo vicioso. Você está nervoso, passa mal, daí fica mais nervoso ainda por que está passando mal e não sabe se é verdade ou se é realmente algo físico.
O mais complicado de enfrentar a doença, é ter que enfrentar as pessoas ao mesmo tempo, por que elas não entendem. Elas simplesmente não sentem.
Conviver com isso é cansativo e a luta é contínua. Então se você que está lendo isso, possui o pânico, não se sinta triste, eu consegui reviver e sei que você também conseguirá. Minhas sinceras orações ao Padre e que ele possa conseguir reviver também.

P.S: Fiquei em tratamento durante 5 anos e em breve terei que retornar novamente. No mais, eu estou bem, aprendendo a cada dia um melhor jeito de superar.

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Beijos galaxicos!


sábado, 19 de agosto de 2017

Papo de filhos: Traumas

Toda criança já viveu um evento traumático e as vezes ele some com o passar dos anos ou ainda permanece assombrando sua vida. Comigo não foi diferente. Tive dois traumas na minha infância que até hoje me perseguem, talvez por que eu nunca tenha procurado ajuda para superá-los, ainda.
Uma coisa engraçada é que meus pais sabem disso e ainda sim, riem da minha cara. Menos da história do gato, o evento mais bizarro que já me aconteceu.


Quando eu tinha 8 anos, eu morava numa ilha e lá a comida era rica em frutos do mar, então minha família comia muito peixe, camarão e afins. Um belo dia minha mãe fez um peixe assado e eu não sei por que eu, criatura de Deus, decidiu comer sozinha o bendito peixe. Eu lembro muito bem que minha mãe ia catar para mim e eu que não deixei. Conclusão: Engoli uma espinha. Na verdade ela engatou na minha garganta. Eu já era uma pessoa muito nervosa desde criança, então já imaginou o desespero da pessoa... E eu comecei a passar mal e aquela sensação de sufocamento. Pronto. Começou o desespero. Meus pais me levaram para o hospital e lá foi outro tormento por que eu não queria deixar de jeito nenhuma enfermeira abrir minha boca e ela perdeu a paciência comigo e me deixou sozinha na sala de emergência. Hoje quando eu lembro dessa cena, fico me perguntando aonde foi o lugar que aquela enfermeira se formou para tratar a mim e a minha mãe tão mal? Para você vê como tinha gente naquela época que não gostava de criança (de mim).
Enfim... Minha mãe ficou com muita raiva de mim e a gente voltou para casa, chegando lá, ela abriu minha boca a força e tirou a espinha de peixe com o dedo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
Rir para não chorar. A espinha era maior que minha coluna vertebral... Tudo bem, não era para tanto, mas era grande, no final eu fiquei bem, só tive uma dor de garganta horrível depois. A partir daí, eu fiquei mais de 5 anos sem comer peixe... Só fui comer quando eu fui morar no RJ e era um filé, ainda sim, toda vez que eu comia o filé, eu sentia algo entalado na minha garganta e parava de comer. Peguei trauma. Até hoje eu não costumo comer muito peixe e principalmente fora de casa... Só como se for meu pai ou minha mãe que escolher o pedaço para mim :(
A outra história foi quando eu tinha uns 10 anos, eu acho, eu sempre fui uma criança cheia de alergia. Meus ursinhos de pelúcia eram todos guardados, a minha cama tinha um plástico e principalmente ficar longe dos bichos. Daí um dia apareceu um gato lá em casa, minha mãe sempre enxotava o bicho, mas ele voltava. Então eu e meu irmão começamos a dar comida para o gato para ele voltar sempre. Minha mãe não gosta de gatos e ela sabia que eu ia ter meus ataques de rinite se ficasse com ele, aí ela mandou meu pai levar o gato para o outro lado da cidade kkkkkkkkkkkkkkk... Sabe o que aconteceu? O gato voltou. Daí eu enchi tanto o saco dizendo que ia ter cuidado, que ela acabou me deixando ficar com o gato. Dei o nome de "Naila" por que era mulher. Pronto, me apaguei ao gato que queria levar até para o colégio na minha mochila. Passou o tempo e o gatinho cresceu e começou a dar aquelas fugidas que gato faz, né? Um dia eu cheguei da escola e não encontrava ela de jeito nenhum, achei que tivesse fugido, daí fui almoçar e quando terminei fui procurar por ela. Quando eu cheguei na frente de casa, o gato estava lá no meio da rua atropelado. Agora imagina o estado que eu fiquei vendo o animal todo esmagado no meio da rua? Eu comecei a chorar e entrar em desespero. Quando minha resolveu sair de casa, lá estava eu, agachada no meio da rua, olhando o bichinho morto e chorando... Os carros todos buzinando na rua kkkkkkkkkkkkkk... Eu lembro que eu não queria sair de lá e minha mãe teve que ligar para o meu pai que estava de serviço para vir tirar eu e o gato da rua. Depois ela mesma tirou com a pá e fizemos um enterro para o bichinho. Fiquei bem depressiva depois disso, ninguém podia falar em gato que eu chorava. Não queria comer e nem ir para a escola mais. Minha mãe ficou preocupada e depois disso eu nunca mais tive gato de estimação. Eu até acho que foi por causa disso que eu não gosto de galinha cozida :(


Meus pais riem da história do peixe, dizem que depois de tanto tempo, isso é coisa da minha cabeça, Mas realmente é, fiquei com trauma. Agora a do gato, foi algo mais emocional.
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Beijos galaxicos xD


Elegantly Broken

Dizem que "Se nem Jesus agradou a todos, por que nós temos que agradar?" o ditado mais verdadeiro que alguém já poderia ter criado. Isso soa engraçado por que eu estava na minha janela pensando sobre isso e resolvi escrever.
As pessoas gostam de nós por algum motivo, não é mesmo? Talvez por nosso modo de ser ou nossa aparência, mas acho que deve ter algo mais simbólico que isso, por que devem ter pessoas parecidas conosco até no modo de falar, então o que fará de nós pessoas únicas? Que nunca serão esquecidas não importa as circunstâncias?
O que pode nos diferenciar e fazer alguém dizer "Você se parece com tal pessoa, mas não é ela. Nunca será."
Serão as lembranças  que caracterizam um laço? As lembranças as vezes são ruins, só que é sempre bom guardar apenas as boas.
Se agradamos ou não os que estão ao nosso redor, isso depende muito do que fazemos. Por que se fizermos o bem, o mal sempre vai ser desagradado e vice-versa. O que faz a gente ser lembrado é o conjunto por inteiro... Nosso eu verdadeiro, ações, qualidades e momentos únicos com as pessoas. Ninguém viverá nada igual como foi vivido por nós.
Espero sempre ser lembrada por minhas poucas qualidades, nunca ser comparada a ninguém que talvez possa ser igual a mim.

Aqui deixo uma música que gosto muito e que traduz um pouco do que eu escrevi.



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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Dentro de mim - T01 E01 - Flashback (Continuação)

Ana chegou em casa e se jogou na cama, enquanto lembrava do beijo que Caio havia lhe dado. É claro que aquilo foi algo simples, mas tinha mexido demais com ela. O rapaz mais atlético do colégio e a nerd, parecia filme estadunidense.
Estava tão perdida nos pensamentos que deixou passar a primeira chamada do rapaz. Sentiu o celular vibrando de novo e rapidamente atendeu sem esperar um terceiro toque.


*Alô?
*E aí, chegou bem em casa? - Caio se sentia a vontade falando no telefone. Ainda mais por que morava um pouco longe de Ana.
*Sim e tu? 
*Acho que sim.
*Acha?
*É que eu não fiz direito algo que eu fiz contigo, na sala - Nesse momento, Ana ficou em silêncio no telefone. O coração batendo depressa e sem querer suspirou, o que fez o rapaz rir discretamente do outro lado da linha.
*O que foi? Ficou com vergonha? - Caio fez uma breve pausa.
*Não... É... Que... É que a ligação cortou, eu não escutei o que tu disse.
*Então vou repetir, eu disse que...
*Não, espera, eu tenho que desligar, minha mãe está chamando para o... Eu tenho que almoçar.
*Que?
*Tchau, Caio, a gente se vê amanhã!
*Não desliga, pera aí...
*Beijinhos - Antes que Caio pudesse falar alguma coisa, ela já tinha desligado o telefone. Ele sem entender muito, começou a rir sozinho no quarto e mal podia esperar para o dia seguinte. Já Ana estava nervosa só de pensar em vê-lo novamente.

A mãe se sentou e notou que Ana estava mais vermelha que o molho de tomate da lasanha quente que estava na mesa. Esbanjou um sorriso sarcástico e deu uma piscada para o marido, que também observava de rabo de olho para a filha. O irmão já comia o almoço sem prestar muita atenção no que estava acontecendo. Quando Ana percebeu que os pais estavam a olhando.

__O que foi? - Semicerrou os olhos.
__Aconteceu algo que eu e seu pai precisamos saber?
__Precisa acontecer algo?
__Ahh, então aconteceu - O pai concluiu rindo, enquanto se preparava para tomar um gole do suco de abacaxi.
__Não aconteceu nada. Por que o interrogatório?
__Ninha, quer uma espelho? Estais vermelha, minha filha - A mãe e o pai começaram a rir euforicamente, então o irmão dedurou.
__Eu vi a Ana e o Caio saírem juntos do colégio. Quase os últimos - Falava de boca cheia. Ana deu uma olhada mortal para o irmão. Isso não iria ficar barato.
__Sabia! Vocês dois iam ficar juntos um dia - A mãe bateu palmas enquanto ria.
__Isso não quer dizer nada. Dá pra pararem?
__Tudo bem, coma sua comida, mas cuidado para não confundir sua cara com o tomate - O pai ria descontroladamente - Entendeu? Tomate? - Continuava a rir, enquanto Ana não sabia onde enfiar o rosto. Tudo bem que ela já tinha 16 anos, mas aquilo era constrangedor. 

O dia seguinte parecia mais uma exame de sangue. Tenso. Ana e Rita seguiam caminhando devagar para o colégio, tão devagar que a amiga que era tão alta quanto um poste de luz, tropeçava em suas próprias pernas.

__Ana, eu sei que tu estais nervosa, mas andar devagar não vai fazer a gente não chegar lá - Ana baixou a cabeça sem falar nada - Amiga - Rita suspirou, parando na frente da moça e colocando as mãos nos ombros dela - Sei que tu nunca ficou com ninguém e sei que tu amas o Caio desde o fundamental. Mas olha, tens que chegar com atitude. O máximo que pode acontecer é vocês dois baterem os dentes ou sair saliva demais. 
__Saliva demais? - Ana fez uma careta.
__É, mas nada que a prática não possa tirar. Então se joga que beijo é bom demais - Rita continuou a andar, enquanto ria. Ela sempre fazia Ana se sentir melhor e mais relaxada. Eram amigas desde o fundamental e o mais legal era que as duas eram vizinhas.

As duas chegaram no colégio e nenhuma viu sinal de Caio pelas escadas ou corredores. Talvez ele estivesse na sala, já que as duas chegaram dez minutos atrasadas. Ana pensou que assim seria melhor, pois na sala, não teria muito tempo para conversar com o rapaz, já que o mesmo sentava do outro lado.
Chegando lá, para a surpresa das duas. Caio estava sentado na fileira que elas costumam sentar. A fileira perto da porta e encostada na parede. Na frente dele estava Miguel e ao lado, estava Leonardo. Ana quase fica estática na porta se não fosse o empurro de leve que Rita deu nela. As duas seguiram para a fileira e quando Ana pensou em sentar duas cadeiras atrás do rapaz, Rita correu e sentou primeiro. Sobrou a cadeira atrás dele e o mesmo a olhou sorrindo ironicamente. Algumas pessoas da sala ficaram rindo e perceberam a mudança, mas como a aula já havia começado. Ninguém falou nada.
A manhã passou devagar. As duas primeiras aulas foram de matemática, Caio não ficou de gracinha ou virando para trás para conversar, já que essa disciplina era o calo dele. O que futuramente pedia muita ajuda de Ana. Na hora do intervalo, Ana e Rita ficaram na goiabeira observando o treino dos meninos na quadra de futebol. Mais um momento em que os dois não puderam estar juntos ou conversar. Ao fim do treino, todos seguiram para o vestiário para se trocarem.
O sinal para o fim do intervalo havia tocado e todos seguiam para suas salas e eram mais duas aulas, só que de língua portuguesa. Algumas pessoas copiavam a matéria do quadro, enquanto o professor escrevia um resumo do que iria cair na prova. Outras escutavam música no celular com fones e poucas pessoas, dormiam. Caio escreveu um bilhetinho e passou para trás.


Hoje tu não escapará de mim x)
O.o como assim?
Me encontra na goiabeira no final da aula.
O que vai fazer?
Vai lá, ora hehehehe ]:)

Ana engoliu seco, mas sentiu o corpo esquentar e o coração acelerar. Passou o bilhetinho para Rita e a moça riu baixinho dando um tapinha no ombro da amiga e escreveu no mesmo bilhetinho.

Hoje tu não escapará de mim x)
O.o como assim?
Me encontra na goiabeira no final da aula.
O que vai fazer?
Vai lá, ora hehehehe ]:)

Rita diz: Vai que é tua, tafarrel kkkkkkk...

Ana riu baixinho e balançou a cabeça negativamente. De repente o sinal bateu e os colegas começaram a guardar suas coisas. Saindo desesperados como sempre. Rita se despediu de Ana e foi na frente tentando alcançar Miguel para fofocar. Caio também havia saído, provavelmente para esperar por ela. Leonardo foi o único que ficou e esperou a moça, puxando assunto.

__Você já vai, Ana?
__Ah, oi, Leo... Ainda não, tenho que passar umas anotações para o Caio.
__O Caio? Mas ele já foi - Leonardo apontou para a porta.
__Não, ele disse que ia pegar um livro na biblioteca - Ana tentou disfarçar enquanto fazia sinal para os dois irem embora.
__Ahh entendo, tudo bem. Então amanhã a gente se fala - Ele acenou e desceu as escadas primeiro - Ana esperou alguns minutos e desceu logo em seguida, achou estranho ele ter puxado assunto, já que de todos os amigos do Caio, Miguel era o único que falava com ela. Talvez o único que não fizesse parte do time de futebol, já que o rapaz era fascinado por culinária.
Ana chegou perto da goiabeira e não viu ninguém. Será que ele tinha ido embora? Sentou na cadeira de madeira ao redor da árvore e sentiu duas mãos quentes tampar seus olhos. Ela deu um largo sorriso e levantou rapidamente.

__Tu demorastes muito - Caio franziu a testa.
__Teu amigo que ficou me atrasando.
__Que amigo? O Miguel?
__Não, Leonardo - Ana olhou bem no fundo dos olhos dele.
__Estranho... Mas, queria muito estar contigo, quase não tivemos tempo hoje.
__A gente não teve - Ana riu, quando de repente Caio a puxou e lhe deu um abraço. Ana sentiu o coração dele pulsar mais rápido e corou.
__Sei que tu é tímida, eu também sou. Então vamos "Distimidar" juntos - Ele ria enquanto afastava Ana de seu peito. Colocou a mão esquerda na cintura dela, enquanto a mão direita repousou suavemente em sua bochecha. Se aproximou lentamente do rosto dela. Quando os lábios tocaram um no outro, Caio a puxou novamente para perto e sua mão esquerda acariciava as costas agora, enquanto a mão direita mexia suavemente nos cabelos dela. Ana ainda tinha o corpo duro, mas abraçou o rapaz com carinho. O movimento do beijo fazia a cabeça dançar, como se fossem embalados por uma valsa. Então se afastaram lentamente...


__Quer namorar comigo?
__Como tu é lento... - Ana riu e deu um beijo rápido em Caio, deixando-o com um sorriso largo no rosto. Naquele dia, começou a história de amor deles. Voltaram de mãos dadas, na certeza de que aquele momento jamais iria ser esquecido.



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Blog série - Dentro de mim

Hoje é terça. Dia de blog série. A outra eu cancelei por motivos de falta de criatividade e distorção de história. Mas resolvi voltar com o quadro com uma nova história que eu já tinha escrito há um bom tempo. Eu lembro que até cheguei a escrever por aqui há alguns anos, mas acabei apagando as postagens e eu não lembro o por que.
Essa está finalizada. Não é uma história extensa e tem um enredo simples e romântico. Deixarei a sinopse dela e o primeiro capítulo. Espero que gostem...

Dentro de mim

Um ano depois de um evento trágico em sua vida, Caio retorna a sua vida acadêmica e tenta seguir em frente. Apesar de todos os seus amigos estarem em turmas diferentes. Esse é o momento de experimentar coisas novas e esquecer um pouco do passado. O problema é quando o passado insiste em bater em seu coração e ainda por cima lhe traz surpresas desagradáveis ou não.


Temporada 01 - Episódio 01 - Flashback

Era uma sexta feira muito quente para a entrada do outono, ou talvez só fosse o corpo de Ana que estava suando frio ao se preparar para entregar um bilhete para seu amor platônico, Caio. 
Ela não tinha coragem o suficiente. Esperou todos saírem da sala na hora do intervalo e colocou o papel dentro do livro do rapaz. A única pessoa que viu foi sua melhor amiga, Rita, que fez um sinal de positivo. Se Caio leu o bilhetinho, Ana nunca soube, pois no dia seguinte ele nem sequer a chamou ou comentou algo e ela simplesmente guardou aquele sentimento.
Seis anos depois, ambos no terceiro ano. Caio começou a apresentar sentimentos por Ana. A implicância era um sinal nítido de amor.


09 de fevereiro de 2008

Aquele antigo sinal de sirene, que incomodava até os mais surdos dos velhinhos, alertava para o início das aulas. Rita chamava Ana com as mãos, o professor já estava subindo as escadas.

__Por que demorou tanto? - Rita puxava o braço da melhor amiga.
__O Caio com as gracinhas dele, novamente! 
__Era só o que faltava ele estar afim de ti.
__Aí seria ironia do destino, já que ele fez o favor de me dar um toco.
__Do jeito que é implicante. Acredito mesmo - Rita esboçou um sorriso irônico e as duas correram para a sala.

O tempo sempre passava mais rápido pela manhã. Mas infelizmente isso não se aplicava as aulas de biologia, matéria que tanto Ana quanto Rita, detestavam. Em momento tão comum de distração, Ana se pegou observando Caio do outro lado da sala. Quem diria que ela ainda pudesse gostar dele, mesmo depois de tanto tempo.Continuava com o rosto de menino e o cabelo comprido, o que a fazia lembra do cantor Scott Stapp, vocalista de sua banda favorita.
Aquele olhar fixo foi encarado por outro. Desviou o olhar corada. Esperou alguns minutos e olhou discretamente novamente. Dessa vez Caio fez gestos para que ela o esperasse depois da aula e finalizou com uma piscada. Ela corou novamente. Nervosa, arrancou um pequeno pedaço de papel em silêncio e escreveu para Rita que estava sentada em sua frente.

Tu nem sabe. O Caio acabou de pedir para que eu o esperasse na sala :(
Como assim? :O
E agora? --'
Espera uai... Quer que eu fique escondida?
kkkkkk Tu é muito comédia. Atrás da goiabeira?
Atrás da goiabeira... :P

A campainha para o término da aula havia tocado, todos saíam com pressa depois de uma aula cansativa, todos exceto Ana e Caio que enrolaram um pouco mais. Rita foi na frente e ficou esperando atrás da goiabeira do pátio do colégio. Como havia combinado.

__Preciso falar algo contigo... - Disse Caio sem jeito.
__Tudo bem, vamos lá fora, na goiabeira - Ana caminhou até a porta, quando de repente sentiu algo puxar-lhe o braço rapidamente.
__Não, aqui é melhor - Disse o rapaz dando-lhe um beijo rápido e tímido. Ana ficou atônita e evitava olhar para os olhos castanhos escuros de Caio.
__Faz muito tempo que gosto de ti, mas eu não sabia como falar, até agora.
__Gosta de mim? Mas e a carta? - Ana de repente voltou a realidade e lembrou do seu amor unilateral durante anos.
__Que carta? - Caio olhou desconfiado
__Carta... É... Eu disse carta? Que carta? Deixa para lá - Deu uma risadinha para disfarçar e continou - Melhor irmos, o inspetor irá chegar logo.
__Espera...
__O que?
__Tu gosta de mim?
__Como tu é lento... - Ana saiu em disparada de tanta vergonha.


Caio observou a moça ir na frente. Ela realmente era uma pessoa exemplar. O cabelo ondulado e negro era inconfundível.  Além de ser a melhor aluna do colégio. Era quase difícil de acreditar que ela também gostava dele. Mal ele sabia que era durante anos. O corpo magro e fino como o de uma menina asiática o deixava atraído mais ainda. Se perdeu nos pensamentos quando foi interrompido por Miguel.

__Mano, tu estais bem? - O amigo abanava a mão no rosto do amigo para se certificar de que ele ainda estava enxergando.
__É claro que estou - Deu um tapa na mão de Miguel.
__Então por que tu ainda não saiu? Pow te esperei o maior tempão lá na goiabeira. Ainda levei um baita susto quando vi a doida da Rita agachada lá atrás.
__Rita? O que essa doida tava fazendo?
__E eu vou saber? Vamos logo... - Miguel fez sinal para Caio acompanhar...
__Pera aí, tu disse goiabeira? - De repente Caio soltou uma risada e lembrou que Ana havia dito para eles irem lá. Agora ele sabe o por que.
__Qual problema?
__Cara, a Rita queria fofocar, vai por mim...
__Sobre?
__Eu beijei a Ana.
__COMO ASSIM???? - Miguel parou na escadaria do colégio e arregalou os olhos.
__Para de ser escandaloso, tais pior que minha mãe - Caio fez o sinal de silêncio com as mãos.
__Até que enfim, pensei que fosse esperar vocês dois entrarem na faculdade para se declarar.
__Haha muito engraçado. Como se eu fosse um don juan da atualidade.
__Ah não? Então me explica as 3 gurias que tu ficou semana passada? - Miguel cruzou os braços ainda parado na escada.
__Eu não fiquei com 3 gurias, ta bom? Foi só uma...
__Faça-me rir - Miguel continuou descendo as escadas rindo alto que acabou chamando a atenção do inspetor.
__O que vocês dois estão fazendo aí? Já está quase na hora do turno da tarde entrar.
__Beleza, guto, estamos saindo.


O caminho de volta para casa foi silencioso. Ana estava calada e tímida. Mas Rita sabia que tinha acontecido alguma coisa e tentou quebrar o clima.

__Ele te beijou, não foi? - Rita respirou fundo e reuniu todas as suas forças de cara de pau para perguntar. Sabia que mesmo sendo tão amiga, Ana era muito tímida.
__Foi só um selinho, mas eu fiquei sem reação e tive que disfarçar a ponto de vir na frente de tão envergonhada.
__Você parece uma adolescente abobada - Rita começou a rir.
__Eu sou uma adolescente abobada, Rita. Meu primeiro beijo foi com o guri que eu mais gostei em toda a minha vida - Ana instintivamente colocou os dedos nos lábios.
__Estou feliz por você, amiga. Até que enfim, né? - Rita levantou os braços e comemorou chamando atenção de todos que passavam na rua.


Espero que gostem da postagem e dessa nova história. E não, ela não será cancelada kkkkk... Mas queria fazer esta pequena nota para informar que este primeiro capítulo é muito grande, então para não ficar uma postagem cansativa, irei dividi-lo em duas partes. É bem provável que eu poste ainda essa semana. Terça feira que vem é o capítulo 2 e segue a ordem das postagens como todos já conhecem...
No mais, não esqueça de curtir a página do mundo ali ao lado -------------> E beijos galaxicos!