terça-feira, 22 de agosto de 2017

Dentro de mim - T01 E02 - Como tudo aconteceu

Quatro anos se passaram desde a formatura do ensino médio. Ana e Caio estavam juntos e felizes. As coisas haviam mudado bastante. Os dois amadureceram e cresceram juntos. Entraram na mesma universidade, porém em cursos diferentes. Alguns amigos como Rita, Miguel e Leonardo, também entraram na mesma universidade. Na hora do intervalo, eles se juntavam para conversar e contar as últimas novidades.
Rita cursava biologia, enquanto Ana e Leonardo cursavam Fisioterapia. Já Caio e Miguel eram do curso de engenharia civil. Caio sempre teve receio em relação a Leonardo, pois entre os quatros anos que se passaram, pode concluir que Leonardo sempre foi apaixonado por Ana, mas nunca teve coragem para se declarar e mesmo ela namorando, ele tentava aproximações já que os dois eram da mesma turma. Só que o rapaz ficava sempre de olho e nunca deixou que o ciúmes interferissem na relação.


Era o segundo ano de faculdade e mesmo sendo um pouco distante de casa, Leonardo estava feliz de estar na mesma sala que Ana e poder reencontrar alguns amigos dos tempos do colégio. Foi surpreendido por Alan, um amigo de mesma classe.

__É difícil competir com um amor de infância, Leo.
__Que? - Leonardo olhou assustado para o amigo.
__Cara, tu não tira o olho da Ana. Disfarça pelo menos.
__A Ana tem namorado. Estais viajando... - Leonardo deu de ombros.
__Sei, melhor tu sair e tentar pegar algumas minas.
__Mina é bomba - Leonardo ajeitou os óculos e passou a mão no cabelo desgrenhado. Ele não cuidava muito bem da aparência, apesar de ser um rapaz bonito.
__Tsc... - Alan balançou a cabeça negativamente e levantou dando tapas nas calças largadas, afim de limpar a areia da roupa. Fez um gesto chamando o amigo a levantar-se também. Do outro lado do pátio, Rita o observava atentamente...

__Amiga, acho que tu deveria prestar mais atenção no Leonardo.
__No Leo? Por que? - Ana dava uma golada no refrigerante.
__Ele não para te olhar pra ti, nossa, parece até que vai te comer com os olhos - Rita cruzou os braços e franziu a testa.
__Bobagem, ele só se sente sozinho e quis ter uma amiga.
__Tu é inocente, na boa. Desde os tempos do colégio que ele tentou se aproximar de ti. Até o Caio fica incomodado e olha que os dois são amigos.
__Rita, olha, se ele gostasse de mim mesmo, então por que ele nunca me disse nada? Eu passei o ensino médio inteiro, solteira - Ana não olhou para a moça e jogou a lata de refrigerante no lixo. Em seguida pegou um guardanapo e limpou a boca enquanto observava Caio se aproximar.
__Eu te digo, fica de olho nele - A amiga deu um beijo na mão e em seguida lançou um tchau se afastando. Ana a observava pular nas costas de Peterson, um rapaz da qual ela gostava, mas que não tinha coragem de dizer a verdade, então se passava por uma "amiga" para ficar sempre perto dele.
__Aconteceu alguma coisa? - Caio deu um beijo no rosto da namorada.
__Não, apenas... Apenas estava vendo a Rita - Ela sorriu.
__Depois ela falava da gente - Caio riu e pegou na mão de Ana.
__O que a "lerdinha" fará depois da faculdade?
__Dá pra parar de me chamar assim?
__Isso é castigo, tu passaste o ensino médio inteiro dizendo que eu era lerdo. Vou te infernizar pelo resto da tua vida - Caio sussurrava no ouvido de Ana, enquanto ela se contorcia de cócegas.
__Nossa, já te disseram que tu é muito chato? Não, não vou fazer nada.
__Então vamos jantar? Tenho algo importante para te dar - Caio deu uma piscada, se afastando da namorada.

As aulas passavam devagar e Ana se matava de curiosidade, o que será que ele queria dar a ela de tão importante? Mal podia esperar a hora de sair e contar a novidade para Rita. De repente, o sinal tocou e os pensamentos foram quebrados por uma pergunta um tanto diferente.

__Ana? Podemos sair hoje? Queria te dizer algo - Leonardo estava parado ao lado de sua mesa e ajeitava os óculos como de costume.
__Oii, Leo, nossa, hoje não vai dar, eu tenho um compromisso com o Caio - Ana se levantou, enquanto guardava os cadernos na bolsa.
__Ahh é claro, então quando tiver um tempo, tu me diz, tudo bem? - Leonardo estava sério e saiu rápido da sala.
__Nossa, quanta raiva, o que tu disse para ele? - Rita entrou na sala logo depois e quase foi derrubada pelo rapaz.
__Eu não sei, de repente ele me chamou para sair e eu disse que não - Ana ficou um pouco pensativa, mas desconversou - Rita, tu nem sabe? O Caio me chamou para jantar.
__E qual é a novidade? - Rita começou a rir.
__Não sei, ele disse que tinha algo para me contar, algo importante.
__Acho que já sei o que é!
__Jura? O que?
__Ele vai embora e vai te deixar - Rita balançava a cabeça positivamente e soltou uma gargalhada que todos os outros alunos que restavam na sala, olharam desconfiados.
__Muito engraçado, sabichona. Agora deixa eu ir, antes que ele vá embora primeiro - Ana saiu se despedindo com um beijo na mão, apressada. Aquele cumprimento era único entre elas, algo que surgiu quando eram crianças. Ana havia caído de bicicleta e Rita tinha perguntado se ela estava bem, ela disse que não. Então Rita disse que se Ana beijasse a mão e desse um tchau para ela, a mesma iria passar a sua dor e então as duas iriam compartilhar aquele sentimento e ficariam melhores. Isso perdurou até naquele momento.
Ana chegou ao lugar onde tinha marcado com Caio e os dois foram para um restaurante que ficava com vista para o mar. Os dois se sentaram na mesa que estava reservada e a moça achou aquilo um tanto demais, não estava nem um pouco desconfiada do que iria acabar recebendo. Quando pergou o cardápio, veio o susto.


__90 REAIS UM PRATO COM ESSE TANTO DE ARROZ?
__Xuuuu - Caio fez um sinal de silêncio, constrangido - Fala baixo, as pessoas estão olhando - Ele riu disfarçadamente.
__Não acha que esse restaurante é um tanto caro, Caio?
__Para o que eu vou fazer, tinha que ser aqui mesmo.
__O que? - Ana engoliu seco e viu o rapaz puxar de sua mochila, uma caixinha aveludada de cor vermelha e voltou seus olhos arregalados para os olhos brilhantes do namorado.
__Apesar da gente estar juntos há 4 anos, nossa ligação vem de muito mais tempo, Ana. Se eu fosse um pouco mais esperto, talvez a gente estivesse juntos desde quando éramos crianças. Sei que não é tão caro ou tão cheio de adorno, mas é um anel especial, que eu mesmo mandei fazer - O rapaz abriu a caixinha e lá dentro tinha um anel de ouro com um adorno em forma de folha, que representava a goiabeira, o lugar onde eles sempre se encontravam na adolescência. Ana com os olhos cheios de lágrimas, não conseguia dizer uma única palavra, quando o namorado continuou a falar - Quer casar comigo? 
__ Como tu é lerdo - Ana levantou e deu um abraço no namorado.
__Não viveremos felizes para sempre, por que eu vou te infernizar, lerdinha... - Caio colocou o anel no dedo da moça e deu-lhe um beijo bem demorado. As pessoas ao redor notaram o pedido e começaram a bater palmas, enquanto os dois riam de felicidade.

O casal terminou o jantar, não devia passar das 21 horas. Os dois passeavam de mãos dadas próximo ao trapiche, enquanto observavam o reflexo da lua no mar, nesse momento Caio avistou uma barraquinha de sorvete e perguntou se Ana gostaria de um. Aquele horário no centro da cidade era bastante movimentado. Muitas casais passeavam, já que no dia seguinte ninguém precisava acordar cedo.
__Não precisa vir, eu vou lá rápido - Caio se afastou da moça, enquanto se dirigia para a barraquinha de sorvete. Como Ana sempre foi muito apegada ao rapaz, ela foi atrás dando passos rápidos afim de alcançá-lo. De repente, um carro veio em alta velocidade e o rapaz estava muito distraído para desviar. Algo o empurrou para longe, fazendo com que ele caísse na pista e batendo na barraquinha, enquanto um barulho muito alto fez todos que estavam ao redor se amontoarem para ver o que tinha acontecido. O carro arrancou sem prestar socorro. Muitas pessoas se aglomeravam, uns ligavam para a ambulância e outros gritavam desesperados. Foi algo muito rápido, mas quando o rapaz finalmente virou a cabeça, pôde ver alguém caído no chão. Ana estava banhada de sangue e inconsciente. Caio tentou levantar rápido, sentiu uma dor na costela, algo nele estava sangrando, mas não ligava. Queria saber o que tinha acontecido com a namorada. Tudo começou a girar, a imagem do rosto desfalecido dela, foi a última coisa que ele viu naquela noite.




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Sobre o transtorno do pânico

Também conhecida como a "Síndrome do pânico" é uma doença psicológica que pertence a categoria de transtornos de ansiedade. Assim como a TAG (Transtorno de ansiedade generalizada), o TOC (Transtorno obsessivo compulsivo) e outros.
A palavra chave é ansiedade, mas o modo como ela se apresenta é o que difere o pânico das outras de mesma categoria, que são as crises súbitas de medo sem motivo aparente, que gera um conjunto de sintomas característicos da doença. 


Eu comecei a ter os primeiros sintomas em 2010 e naquela época eu não tinha nenhuma informação a respeito disso. Achava que doenças como depressão eram coisas de gente que não tinha o que fazer. Então as coisas que eu sentia, eu realmente acreditava que tinha um problema físico. Começou com um mal estar inesperado, eu achava que estava com alguma doença cardíaca. Aquelas dores no peito, sensação de falta de ar, queda de pressão e afins, resolvi procurar um médico e relatar. Cheguei a fazer o exame holter 24 horas e tudo estava absolutamente normal. Em 2011 eu tive a primeira crise e foi a pior sensação que eu poderia ter. Senti meu corpo inteiro suar frio, minhas unhas e lábios ficaram roxos, minha visão ficou turva e eu acabei passando muito mal. A princípio achei que fosse uma queda de pressão, mas depois disso as coisas começaram a piorar. Fiquei com tanto medo de ter isso de novo, que decidi não voltar mais para o lugar onde isso me aconteceu. As crises começaram a aparecer com frequência e quanto mais isso acontecia, mas eu evitava os lugares na qual aconteceram. Minhas idas a sala de emergência estavam virando rotina e os exames que eu fazia não davam alteração nenhuma, até que chegou o momento de encarar a realidade... Eu precisava de um psicologo. Foi aí que recebi o diagnóstico e a informação deixou as coisas bem claras para mim.No início foi difícil aceitar e ter que lidar com o preconceito das pessoas, mas agora eu estou mais ciente e compartilho sem vergonha para que todos possam se entender também. 
Resolvi escrever sobre isso por causa da notícia que o Pe. Fábio se descobriu recentemente com o transtorno. Vejo muita gente dizendo que doenças assim são a "morte da alma" e que quem têm isso é por que se afastaram de Deus. Eu respeito a crença dessas pessoas, elas acreditam no que querem acreditar, mas eu discordo. Em 2011 eu era uma pessoa muito apegada a igreja e devido as crises, eu me afastei por que tinha medo de estar em lugares com muita gente. Foi um momento muito difícil na minha vida, por que eu queria estar no lugar e não conseguia por que ficava com medo de passar mal.
Para mim, a alma é a mais vívida e o corpo é que não obedece. Não tem como saber quando você irá ter uma crise, elas aparecem do nada e te incapacita de todas as formas. A gente não sabe como reagir, a gente chora por que não consegue se controlar na hora que os sintomas aparecem. Apesar da nossa alma estar dizendo que aquilo não é real, o nosso corpo não obedece, ele continua com os sintomas. É como se fosse um ciclo vicioso. Você está nervoso, passa mal, daí fica mais nervoso ainda por que está passando mal e não sabe se é verdade ou se é realmente algo físico.
O mais complicado de enfrentar a doença, é ter que enfrentar as pessoas ao mesmo tempo, por que elas não entendem. Elas simplesmente não sentem.
Conviver com isso é cansativo e a luta é contínua. Então se você que está lendo isso, possui o pânico, não se sinta triste, eu consegui reviver e sei que você também conseguirá. Minhas sinceras orações ao Padre e que ele possa conseguir reviver também.

P.S: Fiquei em tratamento durante 5 anos e em breve terei que retornar novamente. No mais, eu estou bem, aprendendo a cada dia um melhor jeito de superar.

Gostou da postagem? Então comente aqui embaixo se você conhece alguém que passou ou passa por isso. Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado --------------->
Beijos galaxicos!


sábado, 19 de agosto de 2017

Papo de filhos: Traumas

Toda criança já viveu um evento traumático e as vezes ele some com o passar dos anos ou ainda permanece assombrando sua vida. Comigo não foi diferente. Tive dois traumas na minha infância que até hoje me perseguem, talvez por que eu nunca tenha procurado ajuda para superá-los, ainda.
Uma coisa engraçada é que meus pais sabem disso e ainda sim, riem da minha cara. Menos da história do gato, o evento mais bizarro que já me aconteceu.


Quando eu tinha 8 anos, eu morava numa ilha e lá a comida era rica em frutos do mar, então minha família comia muito peixe, camarão e afins. Um belo dia minha mãe fez um peixe assado e eu não sei por que eu, criatura de Deus, decidiu comer sozinha o bendito peixe. Eu lembro muito bem que minha mãe ia catar para mim e eu que não deixei. Conclusão: Engoli uma espinha. Na verdade ela engatou na minha garganta. Eu já era uma pessoa muito nervosa desde criança, então já imaginou o desespero da pessoa... E eu comecei a passar mal e aquela sensação de sufocamento. Pronto. Começou o desespero. Meus pais me levaram para o hospital e lá foi outro tormento por que eu não queria deixar de jeito nenhuma enfermeira abrir minha boca e ela perdeu a paciência comigo e me deixou sozinha na sala de emergência. Hoje quando eu lembro dessa cena, fico me perguntando aonde foi o lugar que aquela enfermeira se formou para tratar a mim e a minha mãe tão mal? Para você vê como tinha gente naquela época que não gostava de criança (de mim).
Enfim... Minha mãe ficou com muita raiva de mim e a gente voltou para casa, chegando lá, ela abriu minha boca a força e tirou a espinha de peixe com o dedo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
Rir para não chorar. A espinha era maior que minha coluna vertebral... Tudo bem, não era para tanto, mas era grande, no final eu fiquei bem, só tive uma dor de garganta horrível depois. A partir daí, eu fiquei mais de 5 anos sem comer peixe... Só fui comer quando eu fui morar no RJ e era um filé, ainda sim, toda vez que eu comia o filé, eu sentia algo entalado na minha garganta e parava de comer. Peguei trauma. Até hoje eu não costumo comer muito peixe e principalmente fora de casa... Só como se for meu pai ou minha mãe que escolher o pedaço para mim :(
A outra história foi quando eu tinha uns 10 anos, eu acho, eu sempre fui uma criança cheia de alergia. Meus ursinhos de pelúcia eram todos guardados, a minha cama tinha um plástico e principalmente ficar longe dos bichos. Daí um dia apareceu um gato lá em casa, minha mãe sempre enxotava o bicho, mas ele voltava. Então eu e meu irmão começamos a dar comida para o gato para ele voltar sempre. Minha mãe não gosta de gatos e ela sabia que eu ia ter meus ataques de rinite se ficasse com ele, aí ela mandou meu pai levar o gato para o outro lado da cidade kkkkkkkkkkkkkkk... Sabe o que aconteceu? O gato voltou. Daí eu enchi tanto o saco dizendo que ia ter cuidado, que ela acabou me deixando ficar com o gato. Dei o nome de "Naila" por que era mulher. Pronto, me apaguei ao gato que queria levar até para o colégio na minha mochila. Passou o tempo e o gatinho cresceu e começou a dar aquelas fugidas que gato faz, né? Um dia eu cheguei da escola e não encontrava ela de jeito nenhum, achei que tivesse fugido, daí fui almoçar e quando terminei fui procurar por ela. Quando eu cheguei na frente de casa, o gato estava lá no meio da rua atropelado. Agora imagina o estado que eu fiquei vendo o animal todo esmagado no meio da rua? Eu comecei a chorar e entrar em desespero. Quando minha resolveu sair de casa, lá estava eu, agachada no meio da rua, olhando o bichinho morto e chorando... Os carros todos buzinando na rua kkkkkkkkkkkkkk... Eu lembro que eu não queria sair de lá e minha mãe teve que ligar para o meu pai que estava de serviço para vir tirar eu e o gato da rua. Depois ela mesma tirou com a pá e fizemos um enterro para o bichinho. Fiquei bem depressiva depois disso, ninguém podia falar em gato que eu chorava. Não queria comer e nem ir para a escola mais. Minha mãe ficou preocupada e depois disso eu nunca mais tive gato de estimação. Eu até acho que foi por causa disso que eu não gosto de galinha cozida :(


Meus pais riem da história do peixe, dizem que depois de tanto tempo, isso é coisa da minha cabeça, Mas realmente é, fiquei com trauma. Agora a do gato, foi algo mais emocional.
Se gostou da postagem, então comente aqui se você já viveu um evento traumático em sua vida? Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado ----------------->
Beijos galaxicos xD


Elegantly Broken

Dizem que "Se nem Jesus agradou a todos, por que nós temos que agradar?" o ditado mais verdadeiro que alguém já poderia ter criado. Isso soa engraçado por que eu estava na minha janela pensando sobre isso e resolvi escrever.
As pessoas gostam de nós por algum motivo, não é mesmo? Talvez por nosso modo de ser ou nossa aparência, mas acho que deve ter algo mais simbólico que isso, por que devem ter pessoas parecidas conosco até no modo de falar, então o que fará de nós pessoas únicas? Que nunca serão esquecidas não importa as circunstâncias?
O que pode nos diferenciar e fazer alguém dizer "Você se parece com tal pessoa, mas não é ela. Nunca será."
Serão as lembranças  que caracterizam um laço? As lembranças as vezes são ruins, só que é sempre bom guardar apenas as boas.
Se agradamos ou não os que estão ao nosso redor, isso depende muito do que fazemos. Por que se fizermos o bem, o mal sempre vai ser desagradado e vice-versa. O que faz a gente ser lembrado é o conjunto por inteiro... Nosso eu verdadeiro, ações, qualidades e momentos únicos com as pessoas. Ninguém viverá nada igual como foi vivido por nós.
Espero sempre ser lembrada por minhas poucas qualidades, nunca ser comparada a ninguém que talvez possa ser igual a mim.

Aqui deixo uma música que gosto muito e que traduz um pouco do que eu escrevi.



Gostou da postagem? Então comente aqui embaixo se você já foi considerado alguém inesquecível ou se já conheceu alguém assim. Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado ----->
Beijos galaxicos xD

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Dentro de mim - T01 E01 - Flashback (Continuação)

Ana chegou em casa e se jogou na cama, enquanto lembrava do beijo que Caio havia lhe dado. É claro que aquilo foi algo simples, mas tinha mexido demais com ela. O rapaz mais atlético do colégio e a nerd, parecia filme estadunidense.
Estava tão perdida nos pensamentos que deixou passar a primeira chamada do rapaz. Sentiu o celular vibrando de novo e rapidamente atendeu sem esperar um terceiro toque.


*Alô?
*E aí, chegou bem em casa? - Caio se sentia a vontade falando no telefone. Ainda mais por que morava um pouco longe de Ana.
*Sim e tu? 
*Acho que sim.
*Acha?
*É que eu não fiz direito algo que eu fiz contigo, na sala - Nesse momento, Ana ficou em silêncio no telefone. O coração batendo depressa e sem querer suspirou, o que fez o rapaz rir discretamente do outro lado da linha.
*O que foi? Ficou com vergonha? - Caio fez uma breve pausa.
*Não... É... Que... É que a ligação cortou, eu não escutei o que tu disse.
*Então vou repetir, eu disse que...
*Não, espera, eu tenho que desligar, minha mãe está chamando para o... Eu tenho que almoçar.
*Que?
*Tchau, Caio, a gente se vê amanhã!
*Não desliga, pera aí...
*Beijinhos - Antes que Caio pudesse falar alguma coisa, ela já tinha desligado o telefone. Ele sem entender muito, começou a rir sozinho no quarto e mal podia esperar para o dia seguinte. Já Ana estava nervosa só de pensar em vê-lo novamente.

A mãe se sentou e notou que Ana estava mais vermelha que o molho de tomate da lasanha quente que estava na mesa. Esbanjou um sorriso sarcástico e deu uma piscada para o marido, que também observava de rabo de olho para a filha. O irmão já comia o almoço sem prestar muita atenção no que estava acontecendo. Quando Ana percebeu que os pais estavam a olhando.

__O que foi? - Semicerrou os olhos.
__Aconteceu algo que eu e seu pai precisamos saber?
__Precisa acontecer algo?
__Ahh, então aconteceu - O pai concluiu rindo, enquanto se preparava para tomar um gole do suco de abacaxi.
__Não aconteceu nada. Por que o interrogatório?
__Ninha, quer uma espelho? Estais vermelha, minha filha - A mãe e o pai começaram a rir euforicamente, então o irmão dedurou.
__Eu vi a Ana e o Caio saírem juntos do colégio. Quase os últimos - Falava de boca cheia. Ana deu uma olhada mortal para o irmão. Isso não iria ficar barato.
__Sabia! Vocês dois iam ficar juntos um dia - A mãe bateu palmas enquanto ria.
__Isso não quer dizer nada. Dá pra pararem?
__Tudo bem, coma sua comida, mas cuidado para não confundir sua cara com o tomate - O pai ria descontroladamente - Entendeu? Tomate? - Continuava a rir, enquanto Ana não sabia onde enfiar o rosto. Tudo bem que ela já tinha 16 anos, mas aquilo era constrangedor. 

O dia seguinte parecia mais uma exame de sangue. Tenso. Ana e Rita seguiam caminhando devagar para o colégio, tão devagar que a amiga que era tão alta quanto um poste de luz, tropeçava em suas próprias pernas.

__Ana, eu sei que tu estais nervosa, mas andar devagar não vai fazer a gente não chegar lá - Ana baixou a cabeça sem falar nada - Amiga - Rita suspirou, parando na frente da moça e colocando as mãos nos ombros dela - Sei que tu nunca ficou com ninguém e sei que tu amas o Caio desde o fundamental. Mas olha, tens que chegar com atitude. O máximo que pode acontecer é vocês dois baterem os dentes ou sair saliva demais. 
__Saliva demais? - Ana fez uma careta.
__É, mas nada que a prática não possa tirar. Então se joga que beijo é bom demais - Rita continuou a andar, enquanto ria. Ela sempre fazia Ana se sentir melhor e mais relaxada. Eram amigas desde o fundamental e o mais legal era que as duas eram vizinhas.

As duas chegaram no colégio e nenhuma viu sinal de Caio pelas escadas ou corredores. Talvez ele estivesse na sala, já que as duas chegaram dez minutos atrasadas. Ana pensou que assim seria melhor, pois na sala, não teria muito tempo para conversar com o rapaz, já que o mesmo sentava do outro lado.
Chegando lá, para a surpresa das duas. Caio estava sentado na fileira que elas costumam sentar. A fileira perto da porta e encostada na parede. Na frente dele estava Miguel e ao lado, estava Leonardo. Ana quase fica estática na porta se não fosse o empurro de leve que Rita deu nela. As duas seguiram para a fileira e quando Ana pensou em sentar duas cadeiras atrás do rapaz, Rita correu e sentou primeiro. Sobrou a cadeira atrás dele e o mesmo a olhou sorrindo ironicamente. Algumas pessoas da sala ficaram rindo e perceberam a mudança, mas como a aula já havia começado. Ninguém falou nada.
A manhã passou devagar. As duas primeiras aulas foram de matemática, Caio não ficou de gracinha ou virando para trás para conversar, já que essa disciplina era o calo dele. O que futuramente pedia muita ajuda de Ana. Na hora do intervalo, Ana e Rita ficaram na goiabeira observando o treino dos meninos na quadra de futebol. Mais um momento em que os dois não puderam estar juntos ou conversar. Ao fim do treino, todos seguiram para o vestiário para se trocarem.
O sinal para o fim do intervalo havia tocado e todos seguiam para suas salas e eram mais duas aulas, só que de língua portuguesa. Algumas pessoas copiavam a matéria do quadro, enquanto o professor escrevia um resumo do que iria cair na prova. Outras escutavam música no celular com fones e poucas pessoas, dormiam. Caio escreveu um bilhetinho e passou para trás.


Hoje tu não escapará de mim x)
O.o como assim?
Me encontra na goiabeira no final da aula.
O que vai fazer?
Vai lá, ora hehehehe ]:)

Ana engoliu seco, mas sentiu o corpo esquentar e o coração acelerar. Passou o bilhetinho para Rita e a moça riu baixinho dando um tapinha no ombro da amiga e escreveu no mesmo bilhetinho.

Hoje tu não escapará de mim x)
O.o como assim?
Me encontra na goiabeira no final da aula.
O que vai fazer?
Vai lá, ora hehehehe ]:)

Rita diz: Vai que é tua, tafarrel kkkkkkk...

Ana riu baixinho e balançou a cabeça negativamente. De repente o sinal bateu e os colegas começaram a guardar suas coisas. Saindo desesperados como sempre. Rita se despediu de Ana e foi na frente tentando alcançar Miguel para fofocar. Caio também havia saído, provavelmente para esperar por ela. Leonardo foi o único que ficou e esperou a moça, puxando assunto.

__Você já vai, Ana?
__Ah, oi, Leo... Ainda não, tenho que passar umas anotações para o Caio.
__O Caio? Mas ele já foi - Leonardo apontou para a porta.
__Não, ele disse que ia pegar um livro na biblioteca - Ana tentou disfarçar enquanto fazia sinal para os dois irem embora.
__Ahh entendo, tudo bem. Então amanhã a gente se fala - Ele acenou e desceu as escadas primeiro - Ana esperou alguns minutos e desceu logo em seguida, achou estranho ele ter puxado assunto, já que de todos os amigos do Caio, Miguel era o único que falava com ela. Talvez o único que não fizesse parte do time de futebol, já que o rapaz era fascinado por culinária.
Ana chegou perto da goiabeira e não viu ninguém. Será que ele tinha ido embora? Sentou na cadeira de madeira ao redor da árvore e sentiu duas mãos quentes tampar seus olhos. Ela deu um largo sorriso e levantou rapidamente.

__Tu demorastes muito - Caio franziu a testa.
__Teu amigo que ficou me atrasando.
__Que amigo? O Miguel?
__Não, Leonardo - Ana olhou bem no fundo dos olhos dele.
__Estranho... Mas, queria muito estar contigo, quase não tivemos tempo hoje.
__A gente não teve - Ana riu, quando de repente Caio a puxou e lhe deu um abraço. Ana sentiu o coração dele pulsar mais rápido e corou.
__Sei que tu é tímida, eu também sou. Então vamos "Distimidar" juntos - Ele ria enquanto afastava Ana de seu peito. Colocou a mão esquerda na cintura dela, enquanto a mão direita repousou suavemente em sua bochecha. Se aproximou lentamente do rosto dela. Quando os lábios tocaram um no outro, Caio a puxou novamente para perto e sua mão esquerda acariciava as costas agora, enquanto a mão direita mexia suavemente nos cabelos dela. Ana ainda tinha o corpo duro, mas abraçou o rapaz com carinho. O movimento do beijo fazia a cabeça dançar, como se fossem embalados por uma valsa. Então se afastaram lentamente...


__Quer namorar comigo?
__Como tu é lento... - Ana riu e deu um beijo rápido em Caio, deixando-o com um sorriso largo no rosto. Naquele dia, começou a história de amor deles. Voltaram de mãos dadas, na certeza de que aquele momento jamais iria ser esquecido.



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Blog série - Dentro de mim

Hoje é terça. Dia de blog série. A outra eu cancelei por motivos de falta de criatividade e distorção de história. Mas resolvi voltar com o quadro com uma nova história que eu já tinha escrito há um bom tempo. Eu lembro que até cheguei a escrever por aqui há alguns anos, mas acabei apagando as postagens e eu não lembro o por que.
Essa está finalizada. Não é uma história extensa e tem um enredo simples e romântico. Deixarei a sinopse dela e o primeiro capítulo. Espero que gostem...

Dentro de mim

Um ano depois de um evento trágico em sua vida, Caio retorna a sua vida acadêmica e tenta seguir em frente. Apesar de todos os seus amigos estarem em turmas diferentes. Esse é o momento de experimentar coisas novas e esquecer um pouco do passado. O problema é quando o passado insiste em bater em seu coração e ainda por cima lhe traz surpresas desagradáveis ou não.


Temporada 01 - Episódio 01 - Flashback

Era uma sexta feira muito quente para a entrada do outono, ou talvez só fosse o corpo de Ana que estava suando frio ao se preparar para entregar um bilhete para seu amor platônico, Caio. 
Ela não tinha coragem o suficiente. Esperou todos saírem da sala na hora do intervalo e colocou o papel dentro do livro do rapaz. A única pessoa que viu foi sua melhor amiga, Rita, que fez um sinal de positivo. Se Caio leu o bilhetinho, Ana nunca soube, pois no dia seguinte ele nem sequer a chamou ou comentou algo e ela simplesmente guardou aquele sentimento.
Seis anos depois, ambos no terceiro ano. Caio começou a apresentar sentimentos por Ana. A implicância era um sinal nítido de amor.


09 de fevereiro de 2008

Aquele antigo sinal de sirene, que incomodava até os mais surdos dos velhinhos, alertava para o início das aulas. Rita chamava Ana com as mãos, o professor já estava subindo as escadas.

__Por que demorou tanto? - Rita puxava o braço da melhor amiga.
__O Caio com as gracinhas dele, novamente! 
__Era só o que faltava ele estar afim de ti.
__Aí seria ironia do destino, já que ele fez o favor de me dar um toco.
__Do jeito que é implicante. Acredito mesmo - Rita esboçou um sorriso irônico e as duas correram para a sala.

O tempo sempre passava mais rápido pela manhã. Mas infelizmente isso não se aplicava as aulas de biologia, matéria que tanto Ana quanto Rita, detestavam. Em momento tão comum de distração, Ana se pegou observando Caio do outro lado da sala. Quem diria que ela ainda pudesse gostar dele, mesmo depois de tanto tempo.Continuava com o rosto de menino e o cabelo comprido, o que a fazia lembra do cantor Scott Stapp, vocalista de sua banda favorita.
Aquele olhar fixo foi encarado por outro. Desviou o olhar corada. Esperou alguns minutos e olhou discretamente novamente. Dessa vez Caio fez gestos para que ela o esperasse depois da aula e finalizou com uma piscada. Ela corou novamente. Nervosa, arrancou um pequeno pedaço de papel em silêncio e escreveu para Rita que estava sentada em sua frente.

Tu nem sabe. O Caio acabou de pedir para que eu o esperasse na sala :(
Como assim? :O
E agora? --'
Espera uai... Quer que eu fique escondida?
kkkkkk Tu é muito comédia. Atrás da goiabeira?
Atrás da goiabeira... :P

A campainha para o término da aula havia tocado, todos saíam com pressa depois de uma aula cansativa, todos exceto Ana e Caio que enrolaram um pouco mais. Rita foi na frente e ficou esperando atrás da goiabeira do pátio do colégio. Como havia combinado.

__Preciso falar algo contigo... - Disse Caio sem jeito.
__Tudo bem, vamos lá fora, na goiabeira - Ana caminhou até a porta, quando de repente sentiu algo puxar-lhe o braço rapidamente.
__Não, aqui é melhor - Disse o rapaz dando-lhe um beijo rápido e tímido. Ana ficou atônita e evitava olhar para os olhos castanhos escuros de Caio.
__Faz muito tempo que gosto de ti, mas eu não sabia como falar, até agora.
__Gosta de mim? Mas e a carta? - Ana de repente voltou a realidade e lembrou do seu amor unilateral durante anos.
__Que carta? - Caio olhou desconfiado
__Carta... É... Eu disse carta? Que carta? Deixa para lá - Deu uma risadinha para disfarçar e continou - Melhor irmos, o inspetor irá chegar logo.
__Espera...
__O que?
__Tu gosta de mim?
__Como tu é lento... - Ana saiu em disparada de tanta vergonha.


Caio observou a moça ir na frente. Ela realmente era uma pessoa exemplar. O cabelo ondulado e negro era inconfundível.  Além de ser a melhor aluna do colégio. Era quase difícil de acreditar que ela também gostava dele. Mal ele sabia que era durante anos. O corpo magro e fino como o de uma menina asiática o deixava atraído mais ainda. Se perdeu nos pensamentos quando foi interrompido por Miguel.

__Mano, tu estais bem? - O amigo abanava a mão no rosto do amigo para se certificar de que ele ainda estava enxergando.
__É claro que estou - Deu um tapa na mão de Miguel.
__Então por que tu ainda não saiu? Pow te esperei o maior tempão lá na goiabeira. Ainda levei um baita susto quando vi a doida da Rita agachada lá atrás.
__Rita? O que essa doida tava fazendo?
__E eu vou saber? Vamos logo... - Miguel fez sinal para Caio acompanhar...
__Pera aí, tu disse goiabeira? - De repente Caio soltou uma risada e lembrou que Ana havia dito para eles irem lá. Agora ele sabe o por que.
__Qual problema?
__Cara, a Rita queria fofocar, vai por mim...
__Sobre?
__Eu beijei a Ana.
__COMO ASSIM???? - Miguel parou na escadaria do colégio e arregalou os olhos.
__Para de ser escandaloso, tais pior que minha mãe - Caio fez o sinal de silêncio com as mãos.
__Até que enfim, pensei que fosse esperar vocês dois entrarem na faculdade para se declarar.
__Haha muito engraçado. Como se eu fosse um don juan da atualidade.
__Ah não? Então me explica as 3 gurias que tu ficou semana passada? - Miguel cruzou os braços ainda parado na escada.
__Eu não fiquei com 3 gurias, ta bom? Foi só uma...
__Faça-me rir - Miguel continuou descendo as escadas rindo alto que acabou chamando a atenção do inspetor.
__O que vocês dois estão fazendo aí? Já está quase na hora do turno da tarde entrar.
__Beleza, guto, estamos saindo.


O caminho de volta para casa foi silencioso. Ana estava calada e tímida. Mas Rita sabia que tinha acontecido alguma coisa e tentou quebrar o clima.

__Ele te beijou, não foi? - Rita respirou fundo e reuniu todas as suas forças de cara de pau para perguntar. Sabia que mesmo sendo tão amiga, Ana era muito tímida.
__Foi só um selinho, mas eu fiquei sem reação e tive que disfarçar a ponto de vir na frente de tão envergonhada.
__Você parece uma adolescente abobada - Rita começou a rir.
__Eu sou uma adolescente abobada, Rita. Meu primeiro beijo foi com o guri que eu mais gostei em toda a minha vida - Ana instintivamente colocou os dedos nos lábios.
__Estou feliz por você, amiga. Até que enfim, né? - Rita levantou os braços e comemorou chamando atenção de todos que passavam na rua.


Espero que gostem da postagem e dessa nova história. E não, ela não será cancelada kkkkk... Mas queria fazer esta pequena nota para informar que este primeiro capítulo é muito grande, então para não ficar uma postagem cansativa, irei dividi-lo em duas partes. É bem provável que eu poste ainda essa semana. Terça feira que vem é o capítulo 2 e segue a ordem das postagens como todos já conhecem...
No mais, não esqueça de curtir a página do mundo ali ao lado -------------> E beijos galaxicos!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Extração do siso

Quem nunca teve juízo que atire a primeira pedra, né? kkkkkk
Brincadeiras a parte. Quero relatar como foi minha experiência em extrair os meus queridos dentinhos molares.
Tudo começou com uma terça feira. Eu já acordei ansiosa e minha extração era de tarde. Almocei normalmente me despedindo temporariamente da comida sólida. Chegando lá, eu tive uma crise de pânico e não pude fazer na hora e tive que esperar uns 10 minutos até eu me acalmar. Passados os minutos lá fui eu para a cadeira da tortura.
O dentista que fez meu procedimento (buco maxilo) foi super atencioso e prático. Gente fina ele. Um dos melhores dentistas que fui na minha vida e me tranquilizou e fez com que eu confiasse nele...
Primeiro ele pede para você fazer um gargarejo com uma solução doce para higienizar a boca e depois que você cospe, ele higieniza seu rosto. Em seguida aplica a anestesia no lugar onde você vai extrair o dente (no meu caso, os sisos superiores). Depois disso, você não sente mais nada de dor, apenas força e pressão, que é o que o médico faz para arrancar o dente, fora isso, nada de nada.
Dependendo da posição do dente, a extração é rápida ou não. Os meus estavam fáceis, então foi rápido. Era para eu ter tirado os dois, mas, eu passei mal e tirei só 1. Antes 1 do que nenhum né...


Como foi para mim: Foi traumatizante.
A sensação da anestesia é muito ruim e incômoda. Por que além da sua boca ficar dormente, a sua cara inteira fica também. Olho meio puxado como se tivesse cola neles, parte do nariz dormente. Língua e lábios superiores. Porém o que mais me deixou desesperada, foi o céu da boca que ficou duro, como se tivesse todo tempo saliva na boca e isso fez eu ter muita ânsia de vômito. Acho que a anestesia afetou meus olhos também, por que eu fiquei muito tonta, com a visão toda embaralhada e foi por isso que eu pedi para pararem e remarquei a outra extração. Sai do consultório grogue, mas estava falando e raciocinando um pouco.
Eu estava preparada para o pior depois do procedimento e pelo menos 1 dia depois, nada de dor e inchaço. Até achei estranho... Mas estou bem e espero que daqui há 7 dias que é quando eu for tirar os pontos, esteja tudo bem, também.
A dieta é pastosa e fria. Nada de coisa quente pelo menos por 3 dias depois da cirurgia. A vida não é fácil kkkkk... Nada de pegar sol. Muito gelo no rosto, mesmo que você não note inchaço ou não tenha dor e bastante água. Para se recuperar mais rápido.
Se você em breve vai extrair siso, lembre que cada organismo é diferente do outro. Talvez o que foi traumatizante para mim, pode não ser para você. Só que tenha em mente, fique tranquilo. Quanto ansioso ou nervoso estiver, pior será. Confie no profissional que fará o procedimento e ore sempre pedindo proteção a Deus para que tudo dê certo. No mais, boa sorte, tudo na vida passa... Até os famigerados sisos.
E eu... Acabei de passar por isso... Só que não... Faltam mais 3 (trágico).


Gostou da postagem? Então comente aqui embaixo se você já arrancou ou se vai arrancar e como foi! Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado --------->

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Oração do silêncio


Há muito tempo quando eu pertencia a banda da igreja, vivenciei uma situação no mínimo engraçada e constrangedora. Era uma banda novata, feita apenas de jovens. Na época eu não entrei como instrumentista e sim como cantora (Trágico) e estava indo tudo bem, quando chegou no momento da comunhão. Cantamos a música e por fim, chegou o pós comunhão, quando todos ficam sentados orando em silêncio naquela paz que é a casa de Deus. 
Mas nesse dia, o padre fez sinal para nós tocarmos uma música de pós comunhão. Eu até que sabia tocar uma, mas sem o teclado, não tinha como eu engatar a música e o desfecho foi esse, todo mundo olhando um para cara do outro, sem música nenhuma. Daí o padre prosseguiu... Acho que ele ficou incomodado. Nunca saberei...
Contei essa experiência para explicar o por que eu criei a música "oração do silêncio" justamente para ter em mente, mesmo que a capela, uma música pós comunhão. O problema é que quando a compus, eu estava triste e acho que ela saiu um pouco tétrica demais, por isso nunca quis cantá-la no pós comunhão. Então deixo aqui para vocês ouvirem e tirarem suas próprias conclusões kkkkkkk...
A propósito, ela não tem nem dois minutos e como eu não sou muito boa no violão, saiu bem desafinado. Fora que a qualidade do áudio está a minha cara: Polly pobretona kkkkkkkkkk... No mais, dá para ouvir.

video

Letra:

Ôooo... Ôooo... Ôooo... Ôooo... (2x)

Em silêncio estarei, sentado ficarei
pensamentos entoarei que ecoarão do coração.
Tão sublime momento, meu e seu
ao receber ao comunhão, entrego a ti, minha oração.
Brisa suave, paz interior, graça e louvor
chama do amor, minha alma, se abriga no Senhor.


Gostou da postagem? Então comente aqui o que achou da música e se ela ficaria legal sendo tocada na igreja! Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado ------------>
Beijos galaxicos!